Decididamente este é um
texto que eu não gostaria de escrever. O Brasil todo aguardava com muita
expectativa a prova dos 50m livre, em que tínhamos chances reais de uma dupla
medalha com César Cielo e Bruno Fratus. Infelizmente o resultado não foi o
esperado, mas não é hora de buscar culpados. Eu sempre admirei - e continuo admirando - o Cielo pela
frieza em alcançar uma meta traçada, independentemente dos desafios externos.
Porém, acho que, desta vez, houve exagero no foco. O que era para ser motivação, virou
pressão, o olímpico se transformou em paranóico e aí as coisas saíram do
controle. O mágico do esporte é que, assim como na vida, sempre é tempo de
recomeçar. E vamos combinar que essa retomada não começa do zero, muito pelo
contrário. Cielo sai com um bronze olímpico no peito, prova de que existe um
sólido alicerce vencedor. Agora é momento de muita calma e de transmitir todo o
carinho ao nosso campeão. Ninguém precisa cobrar nada de Cielo, porque ele
já faz isso por conta própria. Quem também não conseguiu a medalha esperada foi o
Fratus, mas tenho certeza que ele saiu de cabeça erguida da piscina, após ter
feito o melhor tempo da sua vida. E só perseverar por esse caminho que, é
questão de tempo, para as grandes conquistas surgirem. Recomeço bem mais complicado
terão as meninas do basquete, eliminadas ainda na primeira fase, e as garotas
do futebol, também fora da briga por medalhas. O que dói não é a derrota em si,
mas a forma desorganizada e apática demonstrada em quadra e no gramado. O Brasil sempre se destacou no cenário esportivo internacional pela
irreverência. Que o recomeço de Cielo e das nossas meninas do basquete e do
futebol passe por muita leveza e alegria.
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