Para vencer o Pré-Olímpico de Basquete Masculino, o campeão terá que passar por uma maratona de dez jogos em duas semanas. É lógico que, numa competição como esta, todo jogo é importante e não pode perder a concentração em nenhum instante, mas, a priori, o que realmente interessa para o Brasil são quatro jogos: contra República Dominicana, Porto Rico, Argentina e a semifinal, em que a vaga olímpica vai ser literalmente definida. A nossa primeira “mini-decisão” foi hoje contra os dominicanos e, infelizmente, começamos perdendo. Na verdade, acho que a derrota começou ontem, quando a República Dominicana perdeu para o Canadá. Naquele momento, percebi que os dominicanos iriam entrar hoje em quadra dispostos a evitar, a qualquer custo, uma segunda derrota seguida. Dito e feito. Chegamos no momento decisivo com o placar indefinido, mas aí a gana dos dominicanos falou mais alto perante a nossa instabilidade, sobretudo no ataque. Essa derrota de maneira isolada pode ser só um tropeço sem maior consequência, mas acende o sinal de alerta. Afinal, uma nova derrota, que não seja para a Argentina, pode complicar nossas pretensões olímpicas. Pois, terminar a segunda fase em quarto lugar significa muito provavelmente enfrentar os hermanos na semifinal, o que praticamente acaba com nossas chances de voltar às Olimpíadas após 16 anos. Confio na experiência do multicampeão Rubén Magnano para evitar que a nossa seleção seja, mais uma vez, atropelada pelo psicológico. Aliás, falando em Magnano, foi emocionante ver os olhos marejados do técnico ao ser ovacionado hoje pela torcida argentina. Reconhecimento de um povo por tudo que este homem já fez pelo seu país. Espero que, em breve, ele seja aplaudido aqui no Brasil.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Xarás de Ouro
Na terça-feira, o Brasil acordou com a ótima notícia do ouro inédito da Fabiana Murer em mundiais de atletismo. Hoje, a semana que estava maravilhosa para o esporte nacional ficou melhor ainda! A boa nova foi outra medalha de ouro, desta vez com Fabiana Beltrame no Remo, a primeira medalha do país em mundiais da modalidade. Eu fico emocionado com qualquer conquista importante dos nossos atletas, mas devo confessar que os triunfos das nossas mulheres me tocam de uma maneira especial. Talvez porque eu saiba que ser atleta no Brasil não é fácil, mas no feminino o desafio é maior ainda. Lembro que quando comecei a acompanhar o esporte, a mídia quase não falava das nossas atletas. Quando saía alguma reportagem era muito mais para enaltecer os atributos físicos das “musas do esporte” do que para ressaltar as habilidades esportivas das nossas representantes. Acho que o marco inicial desta evolução, para não dizer revolução, foi a vitória no Campeonato Mundial de Basquete Feminino, em 1994, quando Magic Paula e Hortência lideraram um grupo encantador e vencedor. De lá para cá, nossas garotas vêm acumulando títulos nas mais importantes competições. Nas Olimpíadas, nossas primeiras meninas douradas foram Jaqueline e Sandra, no vôlei de praia em Atlanta-1996. Doze anos depois, nas Olimpíadas de Pequim, o ouro feminino foi duplo: Maurren Maggi no salto em distância e com a equipe de vôlei. Em mundiais, comemoramos o ouro com: Daiane dos Santos na ginástica; Natália Falavigna no taekwondo; Ana Marcela Cunha na maratona aquática; Jaqueline e Sandra, Adriana Behar e Shelda (duas vezes) e Larissa e Juliana no vôlei de praia. Isto sem falar de todas as nossas morenas, negras, mulatas, loiras, ruivas, orientais e indígenas que brilharam com dignas medalhas de prata e bronze. Como legítimas representantes da mulher brasileira, nossas Fabianas merecem um presente. Mas que ninguém venha com bijuteria. A partir desta semana, o que reluz no pescoço das xarás é ouro puro!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Show de Fabiana
Não posso falar do que eu não vi (infelizmente não consegui assistir a final do salto com vara no Mundial de Atletismo). Por outro lado, não posso deixar de falar do feito histórico da Fabiana Murer, que conquistou o primeiro ouro do Brasil em mundiais de Atletismo. Para resolver o impasse, texto curto sem grandes enrolações. Parabéns Fabiana, orgulho do Brasil!
domingo, 28 de agosto de 2011
Não Deu
Depois de uma temporada invicta, as meninas do vôlei feminino do Brasil perderam a final do Grand Prix para os Estados Unidos por indiscutíveis 3 sets a 0. O segundo lugar em si não é ruim, já que é “só” um torneio anual preparatório para competições mais importantes. O preocupante é que no Mundial do ano passado, o Brasil já fez a mesma coisa: terminou as fases iniciais com 100% de aproveitamento, mas parou na final contra as russas em emocionantes 3 sets a 2. Pensando no que realmente interessa, que é o bi olímpico no ano que vem, o Brasil tem muito a aprender com estas duas experiências. Os EUA, por exemplo, foram campeões do Grand Prix 2011 com derrotas na primeira fase para a Sérvia e para nós, justamente as duas adversárias que as norte-americanas detonaram na semifinal e na final. É lógico que eu não acordei de madrugada para ver o Brasil perder, mas, de certa forma, fico feliz com a possibilidade de duro aprendizado: um time campeão não é aquele que nunca é derrotado, mas sim o que sabe o momento de perder! Enfim, está faltando dosar melhor a energia durante cada etapa da competição, reservando o melhor desempenho para os momentos decisivos. Vamos meninas que Londres 2012 está logo ali.
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