Existem atletas que desafiam a minha análise
crítica. Não me considero um sujeito indeciso, mas há craques que não me
permitem fechar um veredito: hora acho que eles são fenomenais, hora acho que
são “só” ótimos. Neste momento, os gênios do esporte que pulsam na minha cabeça
são Lebron James e Neymar. Vamos deixar o futebol de lado - Neymar merece um
texto a parte - e vamos nos concentrar no gigante LeBron. O nível do cara é
para pouquíssimos, mas tem dias que se tivesse que escolher um único jogador ficaria
com Kobe ou Durant, só para citar jogadores em atividade. Já tem outros dias em
que olho LeBron como o gênio da raça, alguém realmente capaz de ameaçar a
dinastia Jordan. Neste momento, depois de tudo que LeBron fez ontem estou tendendo
para esta segunda opção. A monstruosidade física de LeBron é inquestionável,
mas agora ele está agregando maturidade. Para se sagrar bicampeão da NBA,
LeBron foi vários: teve a agilidade e habilidade de um armador, a veemência
física de um pivô e a precisão e frieza que se espera de um ala. Foi transcendental
ver o cara em quadra. Realmente dá para comparar Lebron com Jordan? Não sei,
Jordan é impecável obra acabada, Lebron é poesia em construção. A dúvida
permanecerá por alguns anos, mas não importa, uma coisa eu tenho certeza: LeBron
já é LeBron, marca imortal de divina qualidade.