Hoje eu entrei madrugada à dentro acordado para assistir o duelo Brasil e Itália, na certeza que esse jogo decidiria o futuro das nossas meninas na Copa do Mundo de Vôlei. A partida realmente foi um divisor de águas, infelizmente nada bom para o nosso lado. A derrota avassaladora por 3 sets a 0 deixou o Brasil totalmente fora da briga por título e, o que é bem pior, numa situação complicadíssima para conseguir uma das três vagas para as Olímpiadas de Londres – não é o último pré-olímpico, mas nunca é bom deixar para a última chance. Os reveses para Estados Unidos e Itália não podem ser considerados tropeços. O que complica é a forma como o Brasil está se portando na competição. Em ambas as derrotas, o Brasil não conseguiu prolongar a disputa até o quinto set. Já nas vitórias verde-amarelas, Coréia do Sul, China e Sérvia chegaram até o set decisivo. Até o ano passado isso era irrelevante, já que o importante era ganhar. Com a mudança na forma de pontuação da Copa do Mundo, uma vitória decidida até o quarto set vale três pontos. Já uma partida com tie-break significa dois pontos para o vencedor e um para a seleção derrotada – podemos dizer que agora o vôlei tem praticamente um empate. Para ficar claro sobre o que estou falando, vamos olhar a tabela do campeonato: Brasil, Alemanha e China encerraram a sétima rodada com as mesmas cinco vitórias e duas derrotas, só que as chinesas estão na terceira posição com 16 pontos, um ponto a mais que as alemãs. Já o Brasil está em sexto lugar com 12 pontos, atrás até do Japão que tem uma derrota a mais. Faltando quatro rodadas para acabar a competição, EUA e Itália devem brigar até a última rodada pelo título e a China está bem próxima de fechar o pódio e carimbar o passaporte para Londres. O Brasil só não é carta fora do baralho, porque teoricamente já enfrentou todos os favoritos, enquanto a China ainda encara EUA e Alemanha. Resumindo, agora é torcer para nossas meninas encontrarem seu melhor jogo para vencer e sem tie-break. Paralelo a isso, nunca é demais dar uma secadinha para as chinesas não abrirem o olho. Enfim, está difícil, mas ainda dá. Quem sabe não é uma classificação suada que estava faltando para resgatar a autoestima que garantiu o ouro olímpico há três anos. Força meninas!