Depois da chegada do técnico Magnano, achei
que o basquete brasileiro estaria livre das campanhas catastróficas. Achei que
não teria mais a sensação de desespero ao torcer pelo nosso basquete. Achei que
realmente poderíamos voltar a estar entre os melhores do Mundo. Achei que o Brasil sofreria, mas conseguiria uma das quatro vagas diretas para o Mundial 2014. Achei tantas
coisas que agora não fazem o menor sentido. Uma coisa que eu jamais tinha
achado é que o Brasil seria eliminado da Copa América com quatro derrotas. A
primeira para Porto Rico vai lá, talvez seja a equipe que está com menos
desfalques para a competição. A derrota para um Canadá, que tem uma geração
talentosa, pode até ser justificada, desde que não fosse por 30 pontos. Já os
tropeços para Uruguai e Jamaica, exatamente na hora em que não podia, aí não tem
nenhuma explicação. Acho que é justo ter raiva, decepção neste momento, mas é preciso ter calma para não despejar críticas
meramente destrutivas. Acho que não se deve buscar um culpado, até porque um resultado
como este não tem um único responsável. Não vou entrar no mérito de cada
uma das nove ausências, só acho que algumas foram justificáveis, outras não. Acho
que para os desfalques da NBA, Magnano até tinha conseguido algumas
alternativas razoáveis, mas a saída de Marquinhos na véspera da Copa América
abalou todo o planejamento. Acho que Magnano continua sendo um notável, mas quando ele perdeu a sua principal e praticamente única referência na ala, acho que ele poderia ter arriscado e feito uma
convocação emergencial trazendo novamente Léo Meindl ou o Gui Deodato. Porém, acho que
Magnano é muito ortodoxo para fazer alterações tão significativas na véspera da
competição. Ele preferiu apostar nos
atletas que já estavam concentrados. Respeito a decisão, mas acho que o Brasil chegou na Venezuela com um
grupo recheado de armadores e extremamente baixo. Agora, mesmo com todas estas limitações e
contratempos, a instabilidade psicológica que pairou sobre quase todos
jogadores não tem o que falar - acho que nem se recorresse à Física Quântica conseguiria uma explicação. Foi um verdadeiro nocaute, mas a vida segue e é preciso continuar. Por mais que Magnano não esteve na sua melhor empreitada, acho que ele deve seguir seu trabalho de formiguinha por aqui. Acho que na vergonha que ele está sentindo agora, Magnano pode
encontrar a força para liderar as importantes mudanças que o basquete brasileiro
precisa. Neste momento é quase impossível ser otimista, mas espero que, em breve, possa voltar a achar tudo que já achei um dia.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
Boa Noite Brasil
Se o dia começou ótimo com as nossas meninas
do vôlei dando um show em quadra, o brilho do entardecer veio do tatame. Por
muito pouco, mas muito pouco, não encerramos o Mundial do Judô com um ouro da
equipe feminina, mas não tem problema - perder para o Japão nas lutas é o mesmo que perder para os EUA no basquete. Ou seja, é uma prata para fechar com chave de
ouro a campanha das nossas “poderosas”. Se no masculino tivemos apenas uma
medalha de prata (Rafael Silva), no feminino, além da prata de hoje, a lista
inclui um ouro (Rafaela Silva), duas pratas (Érika Miranda e Suelen Altheman) e
dois bronzes (Sarah Menezes e Mayra Aguiar). Resultado de um projeto sólido e
de muita persistência. Sabemos as dificuldades que as mulheres enfrentam em
diversas áreas. Então, chegar nesta equipe sólida, que não tem uma
protagonista, mas sim um grupo homogêneo de encher os olhos.
Hoje os homens têm que se render ao charme feminino. Acordamos felizes com o
vôlei e dormimos extasiados com nossas judocas.
Bom Dia Brasil
A você que está acordando agora, saiba que a
expressiva galeria de títulos do nosso vôlei ficou ainda maior nesta madrugada.
Na terra do Sol Nascente quem mais brilhou nesta semana foram nossas meninas,
que voltam para o Brasil com o nono título do Grand Prix. Se em Londres o bi
olímpico chegou, após um início inconstante e uma recuperação inesquecível, a
campanha agora foi impecável, convincente. Na fase final, cinco jogos, cinco
vitórias, nenhuma partida decidida no quinto set. Reiniciar o ciclo olímpico já
com um título não tinha como ser melhor. Mais que o troféu em si, o que empolga
e nos enche de orgulho e otimismo é a forma como o Brasil jogou este Grand
Prix. Além de manter a base olímpica, Zé Roberto iniciou uma gradual e muito
bem feita renovação, já de olho no Rio-16. As gêmeas Monique e Michele tiveram
seu espaço, mas a grande protagonista das novas integrantes foi a Gabi. Com “apenas”
1,76m, nossa revelação de 19 anos parece frágil e indefesa em quadra, mas só
num primeiro momento. Com a bola nas mãos, Gabi se torna uma gigante, capaz de
ultrapassar as bloqueadoras mais altas e as melhores defesas do mundo. Foi bom
de mais ver a personalidade da Gabi, na verdade de toda a seleção. Aproveitem o
domingo que já começou dourado e ainda tem o último dia do Mundial de Judô.
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