terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

“Rúgbi, isso ainda vai ser grande no Brasil”

O slogan, fruto de uma criativa campanha publicitária da Topper, provoca risos num primeiro momento, mas a análise mais profunda revela uma questão muito séria: o desafio que modalidades menos conhecidas enfrentam para sobreviver no país do futebol. Longe da badalação e de salários estratosféricos, os atletas do Rúgbi têm um longo caminho em busca de reconhecimento. Um importante passo foi dado no início deste mês em Bento Gonçalves, com a realização do campeonato Sul-Americano. Com muita raça, os homens do Brasil conseguiram a classificação para o Panamericano e, de quebra, venceram os argentinos – vamos combinar que, ganhar dos hermanos é bom até no par ou ímpar, imagina numa modalidade em que os vizinhos são os “bichos-papões” da América do Sul. Já no feminino, também demos show e mantivemos a hegemonia no campeonato. Sem saber quase nada das regras do rúgbi, tive a oportunidade de ver alguns jogos, o suficiente para descobrir que essa modalidade reúne o que o esporte tem de melhor: emoção até o último segundo e atletas em constante busca de superação. Saí do campeonato com um gostinho de quero mais! Espero que até a Olímpiada do Rio 2016, os guerreiros e guerreiras do rúgbi consigam seu merecido espaço. Sei que a tarefa é árdua, mas hoje vi uma notícia, que revigora as esperanças: a prefeitura de Bento Gonçalves quer introduzir o rúgbi em todas as escolas municipais. Num país continental é lógico que não pode ser uma medida isolada, mas é um importantíssimo passo. Na certeza de que cada um pode fazer a sua parte, fica o convite para, junto comigo, conhecer mais deste surpreendente rúgbi. Na soma de pequenas ações, torço para que esse slogan se torne, o mais rápido possível, vitoriosa realidade.  

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fenômeno

Depois da apresentação inicial está na hora de começar para valer o blog. O primeiro texto, até pelos acontecimentos da semana, é uma singela homenagem ao Ronaldo. Boa semana a todos

Nunca vi Pelé e Garrincha jogar
Minha geração é outra
Sou do tempo de Ronaldo
Sem dúvida o maior craque
Que eu vi em campo
Muito pelas jogadas impossíveis
Mas principalmente pela superação
Do fracasso de Paris em  1998
E do fim esperado após contusão
Vem 2002, novamente numa Copa
Para reescrever o roteiro da final
Fenômeno pentacampeão
Para a turma do contra que vem dizer
Que são muitos os exageros
Calma que o cara não é tudo isso
Digo que sei que não se trata de um
Deus do Olimpo, acima do bem e do mal
Falo de um herói de carne e osso
Exposto a erros, envolvimento em confusões
Mas com aquela bússola interna
Que sempre volta ao caminho após desvios
Depois de inesquecível passagem pela Europa
Ronaldo volta ao Brasil para fazer algo
Que só os gênios conseguem
Por ele, um palmeirense como eu
Conseguiu torcer pelo arqui-rival
Na verdade não era pelo sucesso do Corinthians
Mas sim pela nova oportunidade de redenção
Depois de missão dada, missão cumprida
Siga na certeza que o brilho de um Fenômeno
Não se apaga no momento da despedida