Há menos de um mês, Franca perdeu para o Brasília a final do NBB. Toda derrota em quadra passa, pois é intrínseca ao esporte. A derrota que o torcedor de Franca levou nesta semana é bem mais doída e não tem explicação. A saída do armador Vitor Benite para o Limeira machuca muito, principalmente pela forma como aconteceu. De certa forma, a saída do Benite já era até esperada, mas, se é verdade que a proposta financeira é menor e que, o real motivo é o projeto de Benite ser mais utilizado como armador principal fica difícil de aceitar. Para quem não acompanha muito o basquete, a analogia é simples: imagine que a notícia do dia fosse a saída de Ganso ou Neymar, não para o Barcelona, mas sim para um time nacional de projeção igual ou menor que o Santos. Depois de ter sido o melhor sexto jogador do NBB, a revelação da temporada e o atleta que mais evoluiu é lógico que Benite quer ser melhor aproveitado. À distância, é difícil entender tudo o que acontece nos bastidores do Franca, mas, do meu ponto de vista, o projeto do Franca para a próxima temporada tinha que ser o seguinte: Benite mais 11. Depois de tudo o que já fizeram e conquistaram por Franca é difícil fazer qualquer crítica ao Hélio Rubens, Helinho, Rogério (que também pode estar deixando o Franca) e Márcio, mas eles não podem ser mais as peças principais da equipe. Os grandes times de qualquer modalidade esportiva são aqueles que sabem mesclar experiência com juventude. Não é de hoje que Franca está deixando escapar os grandes talentos. Ao Benite é só agradecer por tudo o que fez por Franca, sucesso na próxima etapa e a certeza de que muito ainda vou torcer por você na seleção - espero inclusive já no próximo Pré-Olímpico. No mais, um verso musical mais do que apropriado para o momento: “É você que ama o passado e não vê, que o novo sempre vem.”
sexta-feira, 3 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Menos, bem menos
A surpresa desta temporada da NBA foi o retorno do Chicago Bulls ao grupo dos grandes times. Esta volta me deixou esperançoso de que o famoso duelo da década de 90 entre Lakers e Bulls pudesse se repetir numa final, mas as duas equipes ficaram no meio do caminho e a briga pelo título será entre Dallas Mavericks e Miami Heat. Além da disputa em quadra, o playoff final começa aquecido por uma polêmica frase do ex-jogador Scottie Pippen, fiel escudeiro de Michael Jordan no lendário Bulls hexacampeão. Para Pippen, LeBron James, que mudou esta temporada para o Heat e busca o primeiro anel de campeão da NBA, pode ultrapassar Jordan como o maior jogador de basquete. “James tem a capacidade de fazer cestas decisivas, como acontecia com Jordan, mas, além disso, também faz com que o restante dos companheiros sejam jogadores melhores. Se há um jogador que tem a chance de superar Jordan, este será James.” Sei lá se o Pippen quis desviar o foco da eliminação do Bulls – o melhor time da primeira fase – para o Heat, mas tenho certeza de que no fundo nem ele acredita na comparação. Que o LeBron James é um excelente jogador ninguém discute, mas para mim não dá para dizer nem que é o melhor jogador da atualidade. Eu particularmente acho o Kobe Bryant, do Lakers, um jogador mais cerebral e tão decisivo quanto James, sem falar que já tem quatro títulos da NBA. Se é para fazer aposta para o futuro, eu sou muito mais o Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder. Não que ele vai ultrapassar o Jordan, mas pelo tipo diferenciado - alto, magrelo e desengonçado - Durant está criando um estilo próprio de jogo, assim como Jordan fez na década de 90. A James sobrará ser um dos grandes jogadores que brilharam “a la Jordan”. Quanto à declaração de Pippen ela vai para o banco de reservas. A frase titular absoluta sobre Jordan continua sendo de Larry Bird, eterno ídolo do Boston Celtics: “Eu vi Deus em quadra disfarçado de Michael Jordan.”
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