quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mulher Brasileira em Primeiro Lugar

O Brasil está fazendo bonito no atletismo do Pan, sobretudo as mulheres, que são responsáveis por quatro dos cinco ouros conquistados até aqui. E o mais interessante é que nossas mulheres estão mostrando o talento nas provas mais charmosas do atletismo. Saíremos de Guadalajara com a mulher mais rápida – sensacional Rosângela Santos nos 100m – e com a mais resistente – muita garra de Adriana Silva na maratona. Como se isso não bastasse, temos a mais versátil das Américas com Lucimara Silvestre, a melhor no heptatlo, competição que reúne sete provas do atletismo. Para encerrar essa lista especial, a “voadora” Maurren Maggi não poderia ficar de fora e comemora o tricampeonato panamericano com a melhor marca do ano no salto em distância. Depois de tudo que essas guerreiras fizeram, não tenho outra forma de encerrar que não seja: “agora chegou a vez vou cantar, mulher brasileira em primeiro lugar.”

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dia Sonolento

Depois de um domingo recheado com oito medalhas de ouro, a segunda-feira do Brasil no Pan foi um dia para esquecer. Os tropeços inesperados começaram logo na madrugada com a derrota do futebol para a Costa Rica por 3 a 1, o que significou a eliminação ainda na primeira fase da competição. Na sequência, foi a vez das nossas meninas do basquete demonstrarem instabilidade na derrota por um ponto para Porto Rico. Indo para a ginástica, a equipe feminina esteve bem distante da sua melhor exibição e terminou apenas na quinta posição, atrás de EUA, Canadá, México e Colômbia. No atletismo, uma das maiores esperanças de ouro para o Brasil, a atual campeã mundial Fabiana Murer, acabou ficando com a prata. É lógico que ela (e a torcida) queria encerrar o ano com mais um ouro, mas o desempenho no Pan não pode ter uma grande repercussão. Afinal, a marca de 4,75 m da cubana Yarisley Silva é o novo recorde da competição e foi bem próximo dos 4,85 m que valeu o ouro a Fabiana no Mundial deste ano. Fechando o dia sonolento, perdemos a final do handebol masculino – se não bastasse a derrota para os argentinos, a conquista no Pan valia o passaporte para as Olimpíadas de Londres. Com as chances desperdiçadas hoje, a minha projeção de o Brasil repetir os 54 ouros do Pan do Rio fica um pouco mais difícil, mas brasileiro não desiste nunca. Aliás, a redenção verde-amarela veio na própria segunda com o tricampeonato do patinador Marcel Stürmer. Ouro com gosto de superação para esse gaúcho que teve seus equipamentos roubados na véspera do Pan.