domingo, 12 de agosto de 2012

Obrigado Yane, Brasil e Internautas


No último pódio de Londres, o Brasil marcou a presença com Yane Marques, numa inédita medalha no Pentatlo Moderno. É como se fosse um símbolo de que as Olimpíadas terminam hoje na Inglaterra, mas a bandeira brasileira segue hasteada, sinalizando os quatro anos de muito trabalho até os Jogos do Rio. Mas, voltando à conquista da Yane, o Pentatlo, como o próprio nome já diz, não é um esporte em si, mas um conjunto de cinco modalidades: esgrima, natação, hipismo, tiro e atletismo. Versátil e regular, Yane sempre esteve na briga por medalhas. O bronze da pernambucana foi a 17ª medalha do Brasil (3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes).  No fim, não acertei nem o total de medalhas (tinha apostado 15), muito menos o número de ouros brasileiros (acreditava em seis). Se não atingimos os cinco ouros de Atenas, por outro lado conquistamos o maior número de medalhas numa única edição, fato que tem que ser muito comemorado. Obrigado a todos os atletas brasileiros, medalhados ou não, que foram lá e fizeram o seu melhor. A parte ruim é que as competições em Londres acabaram. Eu sempre fico meio chateado no último dia de cada Olimpíada, mas a medalha na última prova deu um tom alegre nesta despedida. Obrigado Yane por tudo, inclusive por ter amenizado a minha saudade olímpica. Agradeço também a todos que acompanharam meus “textos olímpicos”. O blog teve um recorde de acessos neste período. As Olimpíadas de Londres acabou, mas eu continuo por aqui, sempre de olho nos grandes momentos esportivos. E, daqui a quatro anos, vem o Rio. Haja coração....

Ah, a Rússia


Agora que acabamos com o fantasma russo no vôlei feminino, surgem os gigantes do masculino para assombrar. Apesar de ter vencido os dois primeiros sets, não dá para dizer que houve apagão do Brasil na virada da Rússia. Se houve alguma falha foi no final do terceiro set, quando chegamos a ter dois match points, mas acho que foi muito mais os russos que seguraram a pressão – no feminino, nossas meninas aguentaram seis vezes. A verdade é que a Rússia renasceu com uma alteração tática e surpreendeu completamente nossa equipe. O gigante Muserskiy, com 2,18m, foi deslocado de central para oposto e marcou 26 pontos, o que dá mais de um set só para ele. Enfim, a forma como foi a derrota no final dói, mas se analisar a temporada como um todo, essa prata da turma do Bernardinho tem que ser muito comemorada. Com problemas de lesão e com um revés na Liga Mundial, muitos diziam que o Brasil estava fora da briga por medalhas. Mas repito o mantra que já escrevi em outros textos: nunca subestime um campeão olímpico. Na terceira final olímpica seguida, com um ouro e duas pratas, só cabe um adjetivo à “família Bernardinho”: vencedor.