No último pódio de Londres, o Brasil marcou a
presença com Yane Marques, numa inédita medalha no Pentatlo Moderno. É como se
fosse um símbolo de que as Olimpíadas terminam hoje na Inglaterra, mas a bandeira
brasileira segue hasteada, sinalizando os quatro anos de muito trabalho até os
Jogos do Rio. Mas, voltando à conquista da Yane, o Pentatlo, como o próprio
nome já diz, não é um esporte em si, mas um conjunto de cinco modalidades:
esgrima, natação, hipismo, tiro e atletismo. Versátil e regular, Yane sempre
esteve na briga por medalhas. O bronze da pernambucana foi a 17ª medalha do
Brasil (3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes).
No fim, não acertei nem o total de medalhas (tinha apostado 15), muito
menos o número de ouros brasileiros (acreditava em seis). Se não atingimos os
cinco ouros de Atenas, por outro lado conquistamos o maior número de medalhas
numa única edição, fato que tem que ser muito comemorado. Obrigado a todos os atletas brasileiros, medalhados ou não, que foram lá e fizeram o seu melhor. A parte ruim é que as
competições em Londres acabaram. Eu sempre fico meio chateado no último dia de
cada Olimpíada, mas a medalha na última prova deu um tom alegre nesta despedida.
Obrigado Yane por tudo, inclusive por ter amenizado a minha saudade olímpica.
Agradeço também a todos que acompanharam meus “textos olímpicos”. O blog teve
um recorde de acessos neste período. As Olimpíadas de Londres acabou, mas eu
continuo por aqui, sempre de olho nos grandes momentos esportivos. E, daqui a quatro
anos, vem o Rio. Haja coração....
domingo, 12 de agosto de 2012
Ah, a Rússia
Agora que acabamos com o fantasma russo no
vôlei feminino, surgem os gigantes do masculino para assombrar. Apesar de ter
vencido os dois primeiros sets, não dá para dizer que houve apagão do Brasil na
virada da Rússia. Se houve alguma falha foi no final do terceiro set, quando
chegamos a ter dois match points, mas acho que foi muito mais os russos que
seguraram a pressão – no feminino, nossas meninas aguentaram seis vezes. A
verdade é que a Rússia renasceu com uma alteração tática e surpreendeu
completamente nossa equipe. O gigante Muserskiy, com 2,18m, foi deslocado de
central para oposto e marcou 26 pontos, o que dá mais de um set só para ele.
Enfim, a forma como foi a derrota no final dói, mas se analisar a temporada
como um todo, essa prata da turma do Bernardinho tem que ser muito comemorada.
Com problemas de lesão e com um revés na Liga Mundial, muitos diziam que o
Brasil estava fora da briga por medalhas. Mas repito o mantra que já escrevi em
outros textos: nunca subestime um campeão olímpico. Na terceira final olímpica
seguida, com um ouro e duas pratas, só cabe um adjetivo à “família Bernardinho”:
vencedor.
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