domingo, 12 de agosto de 2012

Ah, a Rússia


Agora que acabamos com o fantasma russo no vôlei feminino, surgem os gigantes do masculino para assombrar. Apesar de ter vencido os dois primeiros sets, não dá para dizer que houve apagão do Brasil na virada da Rússia. Se houve alguma falha foi no final do terceiro set, quando chegamos a ter dois match points, mas acho que foi muito mais os russos que seguraram a pressão – no feminino, nossas meninas aguentaram seis vezes. A verdade é que a Rússia renasceu com uma alteração tática e surpreendeu completamente nossa equipe. O gigante Muserskiy, com 2,18m, foi deslocado de central para oposto e marcou 26 pontos, o que dá mais de um set só para ele. Enfim, a forma como foi a derrota no final dói, mas se analisar a temporada como um todo, essa prata da turma do Bernardinho tem que ser muito comemorada. Com problemas de lesão e com um revés na Liga Mundial, muitos diziam que o Brasil estava fora da briga por medalhas. Mas repito o mantra que já escrevi em outros textos: nunca subestime um campeão olímpico. Na terceira final olímpica seguida, com um ouro e duas pratas, só cabe um adjetivo à “família Bernardinho”: vencedor.

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