Agora que acabamos com o fantasma russo no
vôlei feminino, surgem os gigantes do masculino para assombrar. Apesar de ter
vencido os dois primeiros sets, não dá para dizer que houve apagão do Brasil na
virada da Rússia. Se houve alguma falha foi no final do terceiro set, quando
chegamos a ter dois match points, mas acho que foi muito mais os russos que
seguraram a pressão – no feminino, nossas meninas aguentaram seis vezes. A
verdade é que a Rússia renasceu com uma alteração tática e surpreendeu
completamente nossa equipe. O gigante Muserskiy, com 2,18m, foi deslocado de
central para oposto e marcou 26 pontos, o que dá mais de um set só para ele.
Enfim, a forma como foi a derrota no final dói, mas se analisar a temporada
como um todo, essa prata da turma do Bernardinho tem que ser muito comemorada.
Com problemas de lesão e com um revés na Liga Mundial, muitos diziam que o
Brasil estava fora da briga por medalhas. Mas repito o mantra que já escrevi em
outros textos: nunca subestime um campeão olímpico. Na terceira final olímpica
seguida, com um ouro e duas pratas, só cabe um adjetivo à “família Bernardinho”:
vencedor.
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