No último pódio de Londres, o Brasil marcou a
presença com Yane Marques, numa inédita medalha no Pentatlo Moderno. É como se
fosse um símbolo de que as Olimpíadas terminam hoje na Inglaterra, mas a bandeira
brasileira segue hasteada, sinalizando os quatro anos de muito trabalho até os
Jogos do Rio. Mas, voltando à conquista da Yane, o Pentatlo, como o próprio
nome já diz, não é um esporte em si, mas um conjunto de cinco modalidades:
esgrima, natação, hipismo, tiro e atletismo. Versátil e regular, Yane sempre
esteve na briga por medalhas. O bronze da pernambucana foi a 17ª medalha do
Brasil (3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes).
No fim, não acertei nem o total de medalhas (tinha apostado 15), muito
menos o número de ouros brasileiros (acreditava em seis). Se não atingimos os
cinco ouros de Atenas, por outro lado conquistamos o maior número de medalhas
numa única edição, fato que tem que ser muito comemorado. Obrigado a todos os atletas brasileiros, medalhados ou não, que foram lá e fizeram o seu melhor. A parte ruim é que as
competições em Londres acabaram. Eu sempre fico meio chateado no último dia de
cada Olimpíada, mas a medalha na última prova deu um tom alegre nesta despedida.
Obrigado Yane por tudo, inclusive por ter amenizado a minha saudade olímpica.
Agradeço também a todos que acompanharam meus “textos olímpicos”. O blog teve
um recorde de acessos neste período. As Olimpíadas de Londres acabou, mas eu
continuo por aqui, sempre de olho nos grandes momentos esportivos. E, daqui a quatro
anos, vem o Rio. Haja coração....
Aracs, parabéns pelo Blog que acompanhou de perto toda a trajetória olímpica do Brasil. Este último fim de semana foi muito interessante do ponto de vista esportivo. Vimos claramente que esporte de alto nível muitas vezes depende da sorte para chegar ao ouro, as diferenças entre os atletas pode ser pequena ou nenhuma, mas alguém tem de vencer. Nosso boxeador Esquiva Falcão claramente lutou melhor e por um ponto, de uma punição duvidosa, perdeu. Nossos meninos do volei têm de longe a melhor seleção da competição e ficaram com a prata, depois de dois pontos da medalha de ouro perdidos, graças a uma inspiração momentânea e muita sorte da Russia na virada histórica. Por outro lado as meninas ficaram com o ouro depois de uma partida inspirada, enquanto os Estados Unidos tiveram que se conformar com a prata mesmo tendo o melhor time. A dupla masculina do volei de praia também só perdeu a final por um detalhe, acho difícil dizer que foi merecido. Cielo tinha o melhor tempo dos 50 metros e na hora da final não conseguiu repeti-lo.
ResponderExcluirE assim podemos avaliar quase todos os esportes, mas isso não quer dizer que exista injustiça nas Olimpiadas, isso apenas mostra o que a vida de modo geral tenta sempre nos ensinar, mais vale o aprendizado feito no caminho do que a satisfação de ter chegado ao destino final.
O resultado olímpíco é apenas um indicador da situação de nossa educação e inclusão social. Tivemos o mair número de medalhas, porém menos ouros do que há 4 anos, não sei se estamos evoluindo. Mas independetemente disso, acho que vale a pena refletir sobre o mau resultado do quadro de medalhas, tanto em termos absolutos como em proporção da população ou do Produto Interno Bruto. Creio que esse resultado é reflexo direto da péssima educação básica nacional, antes de pensar em investimentos no esporte, temos de resolver o mais básico de tudo, educação. Como vamos investir em esporte de alto desempenho se nossas crianças estão saindo da escola analfabetas funcionais? Como vamos estimular esportes olímpicos se nossas aulas de educação física contam com profissionais ruins que apenas “soltam” a bola para uma pelada durante as aulas?
Parece que em termos esportivos falta ao Brasil o mesmo que em termos econômicos,sociais e culturais. Planejamento de longo prazo, investimento na base e coragem para reformas.