O Brasil não jogou bem, é verdade, mas teria sido
o suficiente para sair com a vitória se todos os Deuses Astecas não tivessem fechado
o gol mexicano: uma defesa difícil vai lá, mas segurar quatro gols feitos, numa
única partida, realmente precisa de uma intervenção divina. Se nas Olimpíadas
ficamos conhecendo, infelizmente da pior maneira, Peralta, hoje foi dia de o
Brasil engolir, a seco, Ochoa. Vai defender assim lá em Acapulco... É lógico
que depois do baile que Holanda e Alemanha deram, respectivamente, em cima de
Espanha e Portugal, adversários muito mais desafiadores que o México, o empate
de hoje não é nada encorajador para o projeto Hexa. Porém, do ponto de vista da
classificação, muda muito pouca coisa: o Brasil continua com plenas condições
de terminar na liderança do grupo A. O empate contra o México não é um desastre
em si até porque aconteceu numa hora que ainda podia, mas escancara duas
coisas: a primeira é que podemos até ser campeões, mas não temos a melhor
equipe - se não fosse o fator casa, com certeza não estaríamos entre os
favoritos deste ano. A segunda é que Hulk, o titular mais contestado (para
muitos não deveria nem ter sido convocado), é peça fundamental para o esquema
tático do Brasil. Hulk pode ter suas limitações técnicas, mas, literalmente, dá
peso e força ao ataque e meio campo do Brasil. Com ele em campo, Neymar e Oscar
podem usar toda a sua agilidade e criatividade, pois tem um guerreiro incansável
para recompor o meio campo e para completar uma jogada no ataque. Espero que o
susto de hoje seja suficiente para cessar as críticas a Hulk. Ele pode não ser
craque, muito menos a estrela da companhia, mas sem dúvida é o carregador de
piano que todo time campeão precisa ter. Volta Hulk!
Nenhum comentário:
Postar um comentário