terça-feira, 17 de junho de 2014

Vai Defender Assim Lá em Acapulco!

O Brasil não jogou bem, é verdade, mas teria sido o suficiente para sair com a vitória se todos os Deuses Astecas não tivessem fechado o gol mexicano: uma defesa difícil vai lá, mas segurar quatro gols feitos, numa única partida, realmente precisa de uma intervenção divina. Se nas Olimpíadas ficamos conhecendo, infelizmente da pior maneira, Peralta, hoje foi dia de o Brasil engolir, a seco, Ochoa. Vai defender assim lá em Acapulco... É lógico que depois do baile que Holanda e Alemanha deram, respectivamente, em cima de Espanha e Portugal, adversários muito mais desafiadores que o México, o empate de hoje não é nada encorajador para o projeto Hexa. Porém, do ponto de vista da classificação, muda muito pouca coisa: o Brasil continua com plenas condições de terminar na liderança do grupo A. O empate contra o México não é um desastre em si até porque aconteceu numa hora que ainda podia, mas escancara duas coisas: a primeira é que podemos até ser campeões, mas não temos a melhor equipe - se não fosse o fator casa, com certeza não estaríamos entre os favoritos deste ano. A segunda é que Hulk, o titular mais contestado (para muitos não deveria nem ter sido convocado), é peça fundamental para o esquema tático do Brasil. Hulk pode ter suas limitações técnicas, mas, literalmente, dá peso e força ao ataque e meio campo do Brasil. Com ele em campo, Neymar e Oscar podem usar toda a sua agilidade e criatividade, pois tem um guerreiro incansável para recompor o meio campo e para completar uma jogada no ataque. Espero que o susto de hoje seja suficiente para cessar as críticas a Hulk. Ele pode não ser craque, muito menos a estrela da companhia, mas sem dúvida é o carregador de piano que todo time campeão precisa ter. Volta Hulk!

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