quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Campeão Voltou

O campeão voltou, o campeão voltou... No caso da Espanha, o campeão voltou para casa, após uma campanha frustrante na Copa. Para o Brasil foi a melhor coisa que poderia acontecer. É verdade que foi justamente a gente que iniciou a derrocada da Fúria na final da Copa das Confederações, mas enfrentar os espanhóis num jogo eliminatório, ainda mais com clima de revanche, seria muito arriscado. Vai que eles resolvem acordar justamente contra o Brasil. Se para o projeto Hexa o “adiós” precoce dos atuais campeões é uma ótima notícia, para o futebol mundial é ruim, muito ruim. É um fim melancólico de uma geração que encantou o mundo, com uma nova forma de jogar futebol. A Espanha, assim como o próprio Brasil em outros momentos, não soube trabalhar bem a transição entre a geração vencedora e a posterior, que teria todas as condições de continuar brilhando. A frustação que hoje assola os espanhóis serve de alerta para todos que continuam sonhando com o título. A Copa é um torneio muito rápido e que não perdoa erros. Por isso é bom o Brasil realmente ficar em primeiro do grupo. Com todo respeito ao Chile, mas pegar uma Holanda embalada na próxima fase é demais para o futebol que apresentamos até agora...

2 comentários:

  1. Caro Fabrício (Aranha para os velhos amigos)...
    Eu acho a Espanha ter sido eliminada uma pena para o futebol, contudo eu acho que o futebol ficaria ainda mais triste se, pasmem, a seleção Norte Americana fosse eliminada... Parece um absurdo isso mas não é, vou tentar explicar pq gostaria de ver sua opinião....
    Assim como todo esporte nos EUA, o futebol (soccer) é jogado na Universidade e a NCAA (associação para esportes universitários) concede no total 3645.9 bolsas de estudo integrais para Homens (muheres sao quase 5000) e os jogadores depois são draftados para a MLS, em menor numero quando comparado ao futebol americano, basket etc, mas ainda sim são draftados. Além da NCAA, existem outras associações que concedem bolsas de estudos para atletas nos EUA, mas confesso que tive preguiça de perseguir os dados estatisticos das mesmas para o futebol. Mas enfim, assim como outros esportes, o futebol nos EUA é usado como fator de desenvolvimento social e pessoal, diferente do que a gente vê no Brasil e em boa parte do mundo.
    No Brasil/80% do mundo, nossos jovens jogadores param de estudar na 8 série para se dedicar ao sonho do futebol, e esta "parada" é muitas vezes apoiada pelos pais ... ou seja, aqui o futebol tira as nossas criancas da escola em busca de um sonho de uma vida melhor e se não der certo no futebol os mesmos voltarão muitas vezes a sua pobreza e seus subempregos.
    Só para pensarmos... todos os jogadores dos EUA passaram pela faculdade e para cada jogador da seleção americana 158 bolsas foram concedidas para atletas fazerem sua faculdade. No Brasil para cada jogardor na seleção quantas bolsas foram concedidas? quantos pararam de estudar?
    Resumindo, se todos os paises que estão na copa recrutassem seus jogadores da mesma forma que os EUA, o futebol realmente seria fator de transformação social e é por isso que eu desejo aos EUA toda sorte do mundo nesta Copa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá amigo. Em primeiro lugar gostaria de agradecer a participação, principalmente com um comentário que remete a várias reflexões. Eu admiro o modelo esportivo universitário norte-americano há anos. Além de ser a base do esporte profissional e o celeiro da maior potência olímpica mundial, o esporte é utilizado com esse viés social, educacional, ou seja, na formação integral do cidadão, que é o objetivo inicial e principal de qualquer sociedade. Em relação ao Brasil, a estrutura que é movimentada por trás do futebol, com um monte de interesses pessoais, acredito que dificilmente aceitaria mudanças estruturais profundas a curto/médio prazo. Agora as outras modalidades (basquete, vôlei, handebol, natação, judô,ginástica, etc), que, diga-se de passagem, sofrem com a falta de apoio, poderia ter no esporte universitário um importante pilar de formação e sustentação. Mas, por enquanto, o máximo que temos é algumas universidades patrocinando equipes, muito diferente do projeto integral que acontece nas universidades. Ainda em 2002, na monografia do meu curso de Especialização de Administração Esportiva eu defendi justamente a adoção, por parte das universidades brasileiras, de um projeto semelhante ao modelo norte-americano. Uma década se passou, as Olimpíadas no Brasil acontecerão em dois anos e muito pouco se avançou nessa área, mas eu continuo sonhando. Assim como sonho que todas as escolas primárias e secundárias voltem a ter uma educação física de verdade e não só no papel. Acho que é isso. Quanto ao projeto do "soccer" dos EUA acho que ainda não será nesta Copa que eles vão colher resultados significativos, mas com certeza eles continuarão persistindo. Afinal eles já são realidade no futebol feminino e chegará o dia que eles vão incomodar também no masculino. Abraços.

      Excluir