terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pra Lavar a Alma


Hoje o Brasil viveu a mesma situação duas vezes, indo da tristeza para a alegria em questão de horas. No handebol feminino, nossas meninas fizeram uma campanha fantástica, terminando em primeiro lugar na primeira fase. Esta colocação garantiria enfrentar o quarto colocado do outro grupo, o que teoricamente seria o adversário mais fácil possível. Só na teoria. O que se viu em quadra foi a Noruega, atual campeão olímpica e mundial, querendo manter a sua hegemonia. Nossas meninas se esforçaram muito, chegaram a ficar na frente na maior parte do tempo, mas, no final, a frieza das norueguesas prevaleceu. O objetivo principal é sempre a medalha, mas nossas garotas tem que se orgulhar muito de tudo o que fizeram. Nunca ouvi falar tanto de handebol como nos últimos dias. Em seguida, veio o jogo do vôlei feminino e aí era o contrário. A Rússia vinha voando baixo, invicta e líder absoluta da chave. Já o Brasil veio no sufoco, garantindo a quarta e última vaga só no último jogo. Favoritismo total das russas, mas novamente só na teoria. O equilíbrio psicológico que faltou antes, hoje esteve de verde-amarelo o tempo todo. O Brasil já foi campeão olímpico, mas ainda faltava no currículo uma vitória maiúscula contra as russas, vilãs na fatídica semifinal em Atenas-2004 (aquele 24 a 19 para nós no 4º set nunca vai sair da cabeça) e nas duas últimas finais de Mundial. Hoje tinha que ser diferente. E foi lá, após salvar seis match-points, que o Brasil foi buscar uma daquelas vitórias que mostra todas as dimensões olímpicas. Fôlego renovado para entrar com tudo na briga por medalhas. As norueguesas no handebol e nossas meninas no vôlei deixaram um recado bem claro: nunca duvide de um campeão olímpico! Se eu fosse um pouquinho mais flexível, eu acompanhava o Zé Roberto no peixinho. Se fosse um pouquinho mais extrovertido, eu dava um grito daqueles. Como não sou nenhuma coisa, nem outra, escrevo emocionado, de alma lavada.

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