Hoje o Brasil viveu a mesma situação duas
vezes, indo da tristeza para a alegria em questão de horas. No handebol
feminino, nossas meninas fizeram uma campanha fantástica, terminando em
primeiro lugar na primeira fase. Esta colocação garantiria enfrentar o quarto
colocado do outro grupo, o que teoricamente seria o adversário mais fácil
possível. Só na teoria. O que se viu em quadra foi a Noruega, atual campeão
olímpica e mundial, querendo manter a sua hegemonia. Nossas meninas se
esforçaram muito, chegaram a ficar na frente na maior parte do tempo, mas, no
final, a frieza das norueguesas prevaleceu. O objetivo principal é sempre a
medalha, mas nossas garotas tem que se orgulhar muito de tudo o que fizeram. Nunca
ouvi falar tanto de handebol como nos últimos dias. Em seguida, veio o jogo do
vôlei feminino e aí era o contrário. A Rússia vinha voando baixo, invicta e
líder absoluta da chave. Já o Brasil veio no sufoco, garantindo a quarta e
última vaga só no último jogo. Favoritismo total das russas, mas novamente só
na teoria. O equilíbrio psicológico que faltou antes, hoje esteve de
verde-amarelo o tempo todo. O Brasil já foi campeão olímpico, mas ainda faltava
no currículo uma vitória maiúscula contra as russas, vilãs na fatídica
semifinal em Atenas-2004 (aquele 24 a 19 para nós no 4º set nunca vai sair da
cabeça) e nas duas últimas finais de Mundial. Hoje tinha que ser diferente. E
foi lá, após salvar seis match-points, que o Brasil foi buscar uma daquelas vitórias
que mostra todas as dimensões olímpicas. Fôlego renovado para entrar com tudo
na briga por medalhas. As norueguesas no handebol e nossas meninas no vôlei deixaram
um recado bem claro: nunca duvide de um campeão olímpico! Se eu fosse um
pouquinho mais flexível, eu acompanhava o Zé Roberto no peixinho. Se fosse um
pouquinho mais extrovertido, eu dava um grito daqueles. Como não sou nenhuma
coisa, nem outra, escrevo emocionado, de alma lavada.
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