Eu já dei o recado no texto de ontem (“Pra
Lavar a Alma”): nunca subestime um campeão olímpico. Se essa equipe for a
Argentina, aí a atenção tem que ser triplicada. Para complicar ainda mais, os
jogadores argentinos se sentem em casa na terceira participação seguida em alto
nível. Já o Brasil ficou fora da festa principal por 16 anos e, naturalmente, precisava
de uma maior adaptação. Por tudo isso, sempre deixei claro que não gostaria de enfrentar
a Argentina nas quartas de final de jeito nenhum. Os Hermanos podem já não ter
o mesmo ritmo do ouro em Atenas-2004, mas contam com experiência, técnica,
tática, raça, catimba e, por que não, sorte. A questão do jogo em si não tem
como comentar, já que não assisti a partida inteira. O que eu sei é que o
Brasil começou bem, voltou a ter os seus apagões, a Argentina abriu 15 pontos,
conseguimos voltar, mas na hora H faltou o algo mais. Sei lá se contra a França
o resultado seria diferente. O fato é que a Espanha avançou para a briga por
medalhas e nós ficamos pelo caminho. Não quero resumir tudo à polêmica última
partida da primeira fase – o que está feito está feito. A verdade é que o
Magnano, como grande estrategista que é, sempre falou que o foco do Brasil era
para 2016. O objetivo para Londres era voltar às Olimpíadas. É que retornamos
tão bem, que começamos a sonhar com a medalha e, realmente tínhamos chances
reais. Mas o esporte é assim mesmo, vitórias e derrotas se alternam. Ontem,
nossas meninas conseguiram dar o tão esperado “chega pra lá” nas russas. No
basquete ainda não foi a hora. Mais uma vez temos que engolir, a seco,
Ginóbili, Scola, Delfino e Cia. A dor só não é maior porque o vôlei masculino
deu o troco em cima dos Hermanos.
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