sábado, 2 de abril de 2011

Deixa Brincar

O post de hoje nada mais é do que um pitaco sobre uma polêmica que está bombando no Facebook e no Twitter: a edição especial de 1º de Abril do Globo Esporte de São Paulo, que encerrou com uma reportagem sobre a comemoração do inverídico título do Corinthians na Libertadores da América. Alguém pode alegar que eu não sou corintiano e que, por isso, não deveria nem entrar nesta discussão, mas como o tema envolve jornalismo esportivo, algo tão caro para mim, sinto-me no direito de participar  e confesso que não entendo a repercussão de repúdio dos corintianos sobre a reportagem. Para quem viu o programa desde o início, tudo estava em tom de gozação, da apresentação do Tiago Leifert de terno até as reportagens inusitadas, que encaminhavam para um final surpreendente neste “Globo Esporte da Mentira”. Reservar o encerramento desta edição especial para o Corinthians só reflete o prestígio do Timão, que, indiscutivelmente, tem a maior e mais apaixonada torcida de São Paulo. Achei uma brincadeira despretensiosa que não ridiculariza ninguém, muito pelo contrário. É fato que o Tiago Leifert tem um jeito próprio que trabalha no limite de perder a seriedade jornalística e, por algumas vezes, pode até derrapar um pouco, mas não acredito que foi o que aconteceu neste caso. No início não gostava nem um pouco desta nova versão do GE São Paulo, mas hoje tenho certeza de que Leifert é um dos mais promissores profissionais do jornalismo esportivo. Oferecer um novo estilo de apresentação e fazer tudo isso de dentro do maior veículo de comunicação do país não é fácil. Parabéns pela coragem! De toda essa polêmica, fica a certeza de que essa não é a primeira e nem a última vez em que uma brincadeira no mundo esportivo ganha proporções exageradas. Toda vez que isso acontece fico muito preocupado. Se o esporte perder, entre os torcedores, esse tom puro de brincadeira – sem exageros e no limite do lúdico - só sobrarão xingamentos, agressões e brigas campais em estádios e ginásios. Ou seja, não vai sobrar nada!

domingo, 27 de março de 2011

Energia de Guri

Nesta semana, o ala do Franca Rogério completou 40 anos, mais da metade deste tempo dedicado ao basquete, período em que acumulou títulos e recordes. Em plena atividade este "gaúcho-francano"esbanja vitalidade e mostra que ainda tem muita lenha para queimar. Na verdade, na minha opinião, acredito que ele não precisa ficar mais tanto tempo em quadra, mas sim ser utilizado em momentos mais decisivos em que a sua experiência faz a diferença. De qualquer forma, isso é opção do técnico e assunto para outra oportunidade... O foco deste texto é uma homenagem a um atleta na essência da palavra.

Energia de guri

Basquete, emoção ininterrupta
Intensidade de nunca parar
Mal acaba de fazer a cesta
O atleta já dispara em defesa
De um lado a outro da quadra
Em segundos, infinitas vezes
40 minutos de pura eternidade
Parece que só jovens suportam
Este jogo de constante contato
A lógica afirmaria que sim
Mas Rogério do Franca chega
Aos 40 insistindo em dizer não
Na verdade, de jeito quieto,
Pouco diz, a resposta é na bola
Legítimo gaúcho de nunca desistir
Traz dos pampas a energia de guri
Arremessos de cirúrgica precisão
Se não é o mais alto,
Tampouco o mais forte
Utiliza a experiência 
Para se sobressair no rebote
Sabe a hora de atrasar uma passada
E assim receber a falta que lhe rende
Dois, às vezes três lances livres
Depois de anos e anos em quadra
Não há como prever o último ponto
A única certeza é que Rogério
Não precisa no futuro nada provar
O passado e o presente vencedor
Garantem vaga cativa no time
De imortais guerreiros do Pedrocão

domingo, 20 de março de 2011

Estrela Sérvia

Depois de muitos anos em que o topo do tênis mundial se restringiu ao suíço Roger Federer e ao espanhol Rafael Nadal, uma nova estrela está despontando nesta constelação. É bem verdade que a temporada ainda inicia, mas até agora o sérvio Novak Djokovic reina absoluto com uma sólida série invicta de 18 jogos, que resultaram em três títulos, incluindo o Austrália Open, primeiro Grand Slam do ano. E para mostrar que a fase não é passageira, o sérvio levou o título neste domingo em Indian Wells desbancando, na sequência, Federer e Nadal. Vencer os dois melhores do ranking na mesma semana é algo para lá de raro, mas o feito do sérvio toma proporções incalculáveis ao considerar que o suíco e o espanhol, mais do que os melhores tenistas da atualidade, estão entre os maiores gênios de todos os tempos com uma raquete. A conquista nos EUA garante a Djokovic a inédita segunda colocação no ranking. O espanhol segue na frente, mas se quiser fechar 2011 novamente na frente vai ter que jogar o seu melhor, semana após semana. Na certeza que Djokovic deixou de ser promessa para se tornar realidade, fica a torcida para que ele consiga chegar ao topo, afinal a dualidade Nadal-Federer já estava ficando monótona.