segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bola Brasilis

Depois de um período de férias, estou de volta ao blog e prometo nos próximos dias retornar ao debate dos principais eventos esportivos da semana. No momento, o texto da volta é uma homenagem a todos os anônimos que levam o esporte muito a sério, com uma paixão e dedicação que todo atleta profissional deveria ter. 

Bola Brasilis

A constelação de estrelas
Que brilha no peito brasilis
Decididamente não surge por sorte
A essência vive carinhosamente
Em todos os cantos do país
Com muitos sotaques sempre se vê
Um menino apreensivo que pula
Estala os dedos e aguarda
Um assobio que o libera
Para defender atentamente
Um limite de sete passos
Demarcado por dois chinelos

De um lado o barranco é o fim
 Do outro uma linha imaginária
Define o dentro e o fora
 Logo surge o único titular
Nem tanto pela habilidade
Mas por trazer àquele local
Algo imprescindível como o ar
Tal como nossa abstrata Terra
O objeto é chamado de bola
Por uma didática analogia
Se o quique é irregular
Isso é o que menos importa

Na base do par ou ímpar
O alvoroço se divide em dois
Os com camisa recuam irritados
Os sem camisa vão ao meio
Na poeira que a correria levanta
Um menino de pouco estudo
Desconhece a rigidez da física
Para ele não há atrito
Domina plenamente a fusão
Músculos, coração, mente
Tudo holisticamente comunicado
A bola jamais lhe é estranha!

Os adversários se atropelam
O craque flutua soberano
A lógica da diagonal é ignorada
De lá para cá, ficam todos
O movimento deveras acelerado
Acalma até que a pequena
Ainda que por breves instantes
Repouse no fundo da rede
Neste momento o cotidiano pára
Mesmo que não ganhe milhões
E não esteja no Maraca lotado
A vida ganha plenitude no GOL!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não espera acontecer

O Fluminense começou a última rodada da primeira fase da Libertadores com apenas 8% de chance de seguir na competição em busca do título inédito. Se na teoria matemática, a missão era para lá de difícil, na prática futebolística era impossível: o atual campeão brasileiro tinha que vencer na Argentina um adversário local por mais de dois gols e ainda assim não seria suficiente se o Nacional, que jogava com o apoio da sua torcida no Uruguai, ganhasse o seu confronto. Acontece que todas as probalidades foram conjugadas no passado e esporte é ação que se consolida no presente. No final do jogo, um pênalti a favor do time carioca deixou em aberto uma importante página da história do clube, que foi escrita com muita - mas muita mesmo – emoção, resumida em homérico final feliz. O Flu não ganhou nenhum campeonato, mas nem precisa: o “Time de Guerreiros” já conquistou o coração e o respeito de todos. Muito ainda se deve falar da  heróica participação destes brasileiros, mas não foi o Flu o grande vencedor da noite. O destaque máximo fica com o esporte, que mais uma vez mostra que na vida não há limite, quando se sonha e luta coletivamente. Num mundo de tantas guerras, parabenizo estes guerreiros do bem, parafraseando o refrão do eterno hino de Geraldo Vandré.
"Ei, o Flu não vai embora
Ele não sei deixa abater
O time faz a hora
Não espera acontecer..."

domingo, 17 de abril de 2011

Sinal de Alerta

Depois de conquistar – literalmente no último segundo - a liderança da primeira fase da Liga Nacional de Basquete, Franca conquistou o direito de sediar um dos quadrangulares do Interligas, torneio que coloca frente a frente equipes brasileiras e argentinas. Logo no primeiro jogo, Franca sofreu um apagão no terceiro quarto e perdeu para o Atenas por 77 a 58. Já sem chances de ir para a final, Franca perdeu na segunda rodada para o Pinheiros. Para aliviar a tensão, Franca se despediu do torneio com uma convicente vitória sobre o também eliminado Libertad Sunchales por 91 a 69. Tirando o fato de que nunca é bom perder seguidamente perante a torcida no Pedrocão, a eliminação em si do Torneio Interligas não é tão importante – afinal é apenas uma competição “tapa-buraco”, enquanto acontece a primeira rodada do playoff da Liga Nacional. O que preocupa o torcedor francano que aqui escreve é a instabilidade do time. No início do ano, Franca teve o mesmo apagão na fase decisiva da Liga Sul-Americana de Basquete e também foi eliminado na semifinal do Paulista pelo Pinheiros. Que a equipe atual é o melhor conjunto de Franca nos últimos anos, que o time já fez partidas fantásticas este ano e que tem a vantagem de decidir em casa todos os playoffs, tudo isto é indiscutível. O problema é que playoff não permite deslizes! Para o revés no Interligas são duas opções: ou o time fica cabisbaixo após esta derrota e sucumbe novamente numa fase decisiva ou faz dessa derrota um marco, em que separa o time de uma fase instável para uma trilha vencedora. Por todo o histórico de superação francano, acredito na segunda opção. Para tornar a tarefa mais fácil, confio demais na volta no Benite, para mim o melhor jogador de Franca no momento.