Depois de um período de férias, estou de volta ao blog e prometo nos próximos dias retornar ao debate dos principais eventos esportivos da semana. No momento, o texto da volta é uma homenagem a todos os anônimos que levam o esporte muito a sério, com uma paixão e dedicação que todo atleta profissional deveria ter.
Bola Brasilis
A constelação de estrelas
Que brilha no peito brasilis
Decididamente não surge por sorte
A essência vive carinhosamente
Em todos os cantos do país
Com muitos sotaques sempre se vê
Um menino apreensivo que pula
Estala os dedos e aguarda
Um assobio que o libera
Para defender atentamente
Um limite de sete passos
Demarcado por dois chinelos
De um lado o barranco é o fim
Do outro uma linha imaginária
Define o dentro e o fora
Logo surge o único titular
Nem tanto pela habilidade
Mas por trazer àquele local
Algo imprescindível como o ar
Tal como nossa abstrata Terra
O objeto é chamado de bola
Por uma didática analogia
Se o quique é irregular
Isso é o que menos importa
Na base do par ou ímpar
O alvoroço se divide em dois
Os com camisa recuam irritados
Os sem camisa vão ao meio
Na poeira que a correria levanta
Um menino de pouco estudo
Desconhece a rigidez da física
Para ele não há atrito
Domina plenamente a fusão
Músculos, coração, mente
Tudo holisticamente comunicado
A bola jamais lhe é estranha!
Os adversários se atropelam
O craque flutua soberano
A lógica da diagonal é ignorada
De lá para cá, ficam todos
O movimento deveras acelerado
Acalma até que a pequena
Ainda que por breves instantes
Repouse no fundo da rede
Neste momento o cotidiano pára
Mesmo que não ganhe milhões
E não esteja no Maraca lotado
A vida ganha plenitude no GOL!!!
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