Quem gosta de basquete ficou encantado ontem com o lance de reflexo e destreza do armador do Franca Fernando Penna, que passou a bola por entre as pernas do ala do Flamengo David Teague no final do jogo que garantiu ao time paulista a vaga na final do NBB. A parte ruim desta história é que este momento especial veio acompanhado por uma desproporcional reação do armador Marcelinho, que provocou uma briga desnecessária alegando uma falta de respeito do armador francano. Como torcedor declarado do Franca Basquete, hesitei em escrever este texto achando que a credibilidade poderia ficar comprometida, mas depois de um e-mail que recebi de um grande amigo meu hoje à tarde, mais a oportuna reportagem do Globo Esporte São Paulo, decidi me manifestar. Afinal, casualmente o protagonista do lance é de Franca, mas o assunto que quero debater transcende o jogo de ontem e vale para o esporte de uma maneira geral. No texto “Deixa Brincar” eu já comentei a minha preocupação sobre o rumo atual do esporte. O politicamente correto excessivo não combina com ginásios e estádios. Este cenário em que nada pode, jamais permitirá o nascimento de um novo Garrincha, imortalizado pela sua irreverência, nunca confundida com provocação ao adversário. O interessante é que o jogador que se sentiu desrespeitado foi o Marcelinho, que nem estava no lance. O próprio Teague, dos EUA, não esboçou nenhuma reação. Talvez porque ele venha do país do basquete e saiba reconhecer um lance de habilidade. A verdade é que o esporte oferece rica chance de saber perder. E quem aprende esta lição dificilmente sairá derrotado no jogo da Vida.
Sobre o terceiro jogo de basquete de Franca contra o Flamengo, gostei do time de Franca pois joga coletivo. Só achei que faltou um pouco de infiltração no garrafão, a turma quer só arremessar, embora acertem muitas bolas de três pontos, fica faltando mais espetáculo de bandejas e bolas de dois pontos em geral. Também estou achando excesso de faltas, isso dos dois lados, o flamengo também não perdoou, chega até ao ponto de não se ver nenhum toco na partida, os jogadores se acostumaram a bater nos braços e não conseguem bater somente na bola.
ResponderExcluirEm relação ao lance final achei infantil a briga do final do jogo na qual o Marcelinho do Flamengo ficou indignado com a bola por debaixo das pernas que o americano do time dele levou no final do jogo. Se a intenção do jogador de Franca foi humilhar o adversário que já estava prestes a perder, acho que não importa, exceto para ele mesmo, essas jogadas de toco, por baixo das pernas e coisas do ramo fazem parte do jogo e deveriam fazer parte do espírito esportivo e da vontade de melhorar de cada um. Quem não quer levar toco aprenda a se livrar deles, quem não gosta que a bola passe por debaixo das pernas aprenda a se defender dessa jogada e assim por diante. Enquanto isso não acontece, cada um que leve na esportiva ou pelo menos aceite com resignação a habilidade alheia. Acho que devemos manter nossa indignação com atitudes anti-esportivas que machucam e tiram craques de campeonatos, assim como atitutes hostis e ofensivas de comemoração, uma bola de baixo das pernas era para ser jogada normal, afinal as pernas estão sempre abertas durante o jogo e o espaço é bem grande para passar uma bola.
Pois é, quem leu o "Franca, a cidade..." ou conheceu pessoalmente Pedroca e outros ali mencionados sabe perfeitamente qual é o verdadeiro "Espirito do Esporte" e aí, só tem a incentivar e se empolgar com jogadas como as do Pena, do Garrincha, pedaladas do Robinho,... Mas, como o próprio titular do Blog afirmou, por ocasião do episódio do Volei: "O princípio lúdico do esporte em que o importante é competir é um preceito que tento aplicar no meu dia-a-dia, mas não sejamos ingênuos de acreditar que é isso que está em jogo no esporte de alto rendimento. Num campeonato mundial o objetivo é bem claro: superar os limites em busca do título." o problema está em estabelecermos até a que consequencias a busca pela Vitória, e só pela vitória deve ser levada. Assim, parabenizo o autor pela análise que faz da atitude do "Marcelinho", o qual não podendo aceitar a derrota e consequente eliminação do campeonato(pois seu conceito de esporte é vencer, vencer, vencer, vencer...) apenas aguardava um lance qualquer para justificar a sua atitude anti esportiva. De qualquer forma situações como esta, cada dia mais frequentes no esporte e que se manifestam na agressividade das torcidas, dos competidores, na auto agressividade já que muitos atletas não medem consequencias agredindo o proprio físico para se superarem cada vez mais, devem ser objeto de estudos e consequentes correções ou o esporte dos dribles, dos tocos, das cortadas, braçadas, etc cederá definitivamente lugar para esta competição onde o que importa é ser o primeiro (não o melhor) e, consequentemente o que mais fatura. Parabéns Fabricio por abraçar a bandeira do esporte. gerardinho
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