O Brasil não precisava ter levado o jogo até
a última bola. O aproveitamento do lance livre continua sofrível, mas, ufa,
ganhou. E venceu justamente a França, atual campeã europeia. É bem verdade que
eles não vieram com Parker e Noah, mas ainda sim são os maiores adversários
brasileiros na busca da segunda colocação do grupo A – acredito que a Espanha é
“all concur” para ser a líder da chave. Agora é fazer o dever de casa contra
Irã e Egito, ir com tudo para cima da Sérvia – se deu contra a França, temos
condições de ganhar dos sérvios também. É lógico que ainda estamos na primeira
rodada da primeira fase e o esporte não é matemática, mas, confirmando as
projeções lógicas, o Brasil iria para a próxima fase com apenas a esperada
derrota para Espanha. O segundo lugar além de garantir, em teoria, um
adversário mais fraco nas oitavas-de-final possibilitaria enfrentar novamente a
temida Espanha já na semifinal – ou seja, pelo menos a disputa pela medalha de
bronze estava garantida. É lógico que tem muita coisa para acontecer, mas no
complexo jogo de xadrez que envolve os chaveamentos do Mundial, o Brasil fez
uma excelente jogada. Agora que já levamos alguns peões e até um bispo, já é
hora de pensar no próximo movimento. Ainda tem o outro bispo, muitos peões,
torres, cavalos, sem falar do Rei e da Rainha, para serem tombados. Continua difícil,
mas essa vitória contra a França mostrou que realmente é possível.
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