Dificilmente é o que vai
acontecer, mas eu gostaria, sinceramente, que a derrota de hoje para o São José
tenha sido a despedida do multivencedor Hélio Rubens do comando do Franca.
Depois de mais de 50 anos dedicados ao basquete, Hélio, maestro dentro e fora
das quadras, chegou ao nível em que não precisa provar mais nada para ninguém.
Filho do precursor Chico Cachoeira, irmão de Totô e Fransérgio, pai de Helinho,
discípulo do Pedroca (o “Pai de Tudo”), a trajetória vitoriosa de Hélio se
confunde com a própria história do basquete francano. Todo torcedor do Franca
tem um imenso carinho pelo Hélio, mas o meu é especial. Além de todas as
alegrias em quadra, Hélio Rubens me honrou com o privilégio de ser o autor do
prefácio do meu livro sobre o basquete francano. Seja como jogador ou como
técnico, Hélio esteve presente em praticamente todas as grandes conquistas do
Franca Basquete. Ele também mostrou seu talento na seleção brasileira. São
tantas vitórias, tantos momentos de superação, que a única pessoa capaz de
manchar essa vida dedicada ao basquete é o próprio Hélio Rubens. Ídolo é ídolo
porque sabe, inclusive, a hora de parar. Saia de cabeça erguida, com a certeza
do dever cumprido. No mais, obrigado, obrigado e obrigado, Hélio.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Então Já Era
O que já era difícil, ficou
praticamente impossível. Depois de um playoff sólido contra o Paulistano, a
torcida francana passou a ter um fio de esperança de que o time poderia impor
algum tipo de resistência ao líder São José, mas, decididamente, não foi o que
aconteceu. Novamente o que se viu foi uma equipe sem padrão de jogo, frágil na
defesa, precipitada no ataque e sem qualquer poder de reação. Com a derrota no
Pedrocão por 15 pontos, Franca está virtualmente eliminada do NBB. Se tem
alguma coisa na partida de hoje que Franca pode comemorar foi a atuação do
jovem Lucas, impecável com 10 pontos e 100% de acerto. Aliás, com a temporada
2011 praticamente encerrada, passou da hora de Franca pensar no futuro e, com
certeza, uma trilha de sucesso no ano que vem passa pela manutenção do Lucas e
por uma boa reformulada no elenco. Falando em mudanças, o torcedor francano ficou
com uma saudade danada da dupla Fúlvio e Murilo – ah, como seria bom que eles
voltassem, assim como o Benite. Mas isso é só um ótimo sonho. Voltando ao
presente, o Joinville, na outra partida da noite, fez o que Franca não
conseguiu: ganhou em casa do Pinheiros e agora jogou a pressão para o
adversário. Esta série parece que vai ser emocionante do começo ao fim. Enquanto
isso, Franca e São José, lamento dizer, mas já era!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Nada Mudou
Há algumas horas o Barcelona
era tido como o melhor time de todos os tempos; uma equipe imbatível, de outro
planeta; o maestro Messi já era comparado ao inigualável Pelé. Agora, com a
eliminação na semifinal da Liga dos Campeões para o Chelsea, já tem gente dizendo
que o Barça não é mais o mesmo. Para alguns mais exagerados, o time catalão já
não seria páreo nem para o Tabajara Futebol Clube; Messi, um grande pipoqueiro;
Guardiola, um técnico qualquer. Pára tudo! Não é um jogo que vai fazer o
Barcelona deixar de ser o time único, mágico e inovador que encantou – e vai
continuar encantando por um bom tempo – o Mundo da Bola. Com certeza nada
mudou. Talvez a única coisa que ficou diferente é que os guerreiros do grande
Barça ficaram um pouco mais humanos. Afinal, no jogo da vida ninguém é
invencível!
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