Depois do texto de ontem em que tentei detalhar toda matemática da Copa do Mundo, o meu objetivo era voltar a escrever do vôlei só na próxima sexta-feira, de preferência para falar da classificação das nossas meninas para as Olimpíadas de Londres. Infelizmente, fui solicitado bem mais cedo do que eu esperava. Com a derrota inesperada para o Japão por 3 sets a 0, o Brasil diz adeus a qualquer chance de pódio na competição. Em relação à vaga olímpica, nossas meninas terão mais duas oportunidades no ano que vem: uma seletiva continental e, se for necessário, o Pré-Olímpico mundial. O que preocupa é o lado psicológico que vem despencando nos últimos anos. No Mundial de 2010, a derrota foi na final no detalhe para a Rússia – tudo bem, ganhar ou perder faz parte do esporte. Veio o Grand Prix deste ano e fizemos uma campanha impecável na primeira fase parando na decisão contra os EUA – vai lá, a competição não é tão importante assim. Agora na Copa do Mundo – em que nem precisava o título e sim apenas terminar no pódio – o desequilíbrio começou já no primeiro jogo com o EUA e se arrastou durante todo o campeonato. Eu não gosto de criticar nenhum grupo esportivo, pois sentado no sofá ninguém tem a noção da pressão envolvida. Agora, sabendo do potencial da nossa equipe, a mesma que encantou o mundo com o ouro olímpico em Pequim-2008, é impossível não ficar desapontado. O bom que a tristeza de hoje pode ser o aprendizado para a alegria de amanhã. O resultado foi outro, mas a esperança é a mesma de ontem: Força meninas!
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Hora de Fazer as Contas
Hoje eu entrei madrugada à dentro acordado para assistir o duelo Brasil e Itália, na certeza que esse jogo decidiria o futuro das nossas meninas na Copa do Mundo de Vôlei. A partida realmente foi um divisor de águas, infelizmente nada bom para o nosso lado. A derrota avassaladora por 3 sets a 0 deixou o Brasil totalmente fora da briga por título e, o que é bem pior, numa situação complicadíssima para conseguir uma das três vagas para as Olímpiadas de Londres – não é o último pré-olímpico, mas nunca é bom deixar para a última chance. Os reveses para Estados Unidos e Itália não podem ser considerados tropeços. O que complica é a forma como o Brasil está se portando na competição. Em ambas as derrotas, o Brasil não conseguiu prolongar a disputa até o quinto set. Já nas vitórias verde-amarelas, Coréia do Sul, China e Sérvia chegaram até o set decisivo. Até o ano passado isso era irrelevante, já que o importante era ganhar. Com a mudança na forma de pontuação da Copa do Mundo, uma vitória decidida até o quarto set vale três pontos. Já uma partida com tie-break significa dois pontos para o vencedor e um para a seleção derrotada – podemos dizer que agora o vôlei tem praticamente um empate. Para ficar claro sobre o que estou falando, vamos olhar a tabela do campeonato: Brasil, Alemanha e China encerraram a sétima rodada com as mesmas cinco vitórias e duas derrotas, só que as chinesas estão na terceira posição com 16 pontos, um ponto a mais que as alemãs. Já o Brasil está em sexto lugar com 12 pontos, atrás até do Japão que tem uma derrota a mais. Faltando quatro rodadas para acabar a competição, EUA e Itália devem brigar até a última rodada pelo título e a China está bem próxima de fechar o pódio e carimbar o passaporte para Londres. O Brasil só não é carta fora do baralho, porque teoricamente já enfrentou todos os favoritos, enquanto a China ainda encara EUA e Alemanha. Resumindo, agora é torcer para nossas meninas encontrarem seu melhor jogo para vencer e sem tie-break. Paralelo a isso, nunca é demais dar uma secadinha para as chinesas não abrirem o olho. Enfim, está difícil, mas ainda dá. Quem sabe não é uma classificação suada que estava faltando para resgatar a autoestima que garantiu o ouro olímpico há três anos. Força meninas!
sábado, 5 de novembro de 2011
Esporte é Isso!
Já elogiei em outras oportunidades, a temporada sensacional que Novak Djokovic vem fazendo. Para mim, o tenista sérvio continua sendo o melhor esportista do ano, mas hoje o protagonista foi outro. Depois de uma vitória fácil no primeiro set por 6 a 2, parecia que Djokovic ia passar fácil pelo japonês Kei Nishikori. Porém, o 32º do ranking engrossou o segundo set até o fim. A vitória no tie-break, por si só, era um fato sensacional, mas Nishikori queria mais. No set decisivo, o japonês fez o que parecia impossível e, além de ganhar, aplicou um convincente 6 a 0. Enfim, um jogo que tinha tudo para ser sonolento se transformou numa lenda épica. Lá foi o esporte mostrar que, a qualquer momento, em algum lugar do mundo, independentemente da modalidade, um Davi pode superar o Golias. Por isso que eu sempre digo: tendo chance de assistir um jogo, assista, pois você pode estar prestes a acompanhar história pura – nenhuma reprise, por mais HD que seja, vai transmitir a emoção de acompanhar, ao vivo, um inesquecível exemplo de superação. Neste domingo, Nishikori enfrenta, na final, simplesmente o multicampeão Roger Federer. Alguém dúvida que, jogando em casa, o suíço é o franco favorito? Eu concordo plenamente, mas, pelo improvável que só o esporte pode ter, não perco esta partida por nada.
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