domingo, 3 de abril de 2016

Pé de Vento

Antes de seguir minha homenagem aos nossos heróis olímpicos dourados, gostaria de fazer uma breve explicação. Até agora, todos esses históricos brasileiros foram lembrados por meio de pesquisas, histórias que ouvi contar, imagens recuperadas, etc. Daqui para frente, a emoção passa a ser mais real. Joaquim Cruz é um marco, pois é a primeira grande conquista que presenciei ao vivo, ainda que na TV. Lembro como se fosse hoje: passava férias na casa de um tio meu em Penápolis e, entre uma brincadeira e outra com meus primos, uma imagem na televisão me chamou atenção: a voz do narrador aumentou consideravelmente, já era quase um grito e, de repente, o que parecia impossível aconteceu: Joaquim Cruz ultrapassou a linha de chegada à frente. Aos cinco anos é lógico que não tinha a dimensão do que aquele momento representava, mas de alguma forma aquilo me tocou de uma forma única, amor à primeira vista. De lá para cá, inúmeros foram os esforços para acompanhar praticamente todas as medalhas olímpicas do Brasil na hora. Os mais próximos a mim acham uma loucura, para mim é o mínimo que eu posso fazer para retribuir o esforço de uma vida dos nossos heróis olímpicos. Daqui para frente todos os textos além do resgate histórico terão uma pitada pessoal de emoção, de quem tem na memória cada instante de superação.

Já nos primeiros arremessos no basquete
O ritmo das passadas chamava a atenção
Ali repousava uma jóia bruta do atletismo
Querendo repetir as façanhas de Adhemar
Um pé de vento encantou a torcida em 84
Irradiante arrancada final de um tigre alado
Memorável vitória em cima do genial Coe

Celebração de ouro nos 800m e de quebra
Recorde olímpico para a revelação do DF
Um detalhe impediu o bi na pista de Seul
Zebra queniana foi o 1º, seguido de Cruz

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