2014 está encerrando e tinha tudo para ficar
marcado como o “ano do vexame brasileiro”, pós 7 a 1 para Alemanha na semifinal
da Copa. É lógico que a goleada é histórica e não será esquecida, mas hoje tem
um marco muito mais importante para ser lembrado: o Brasil, o mesmo país que só
pensa em futebol e despreza os outros esportes olímpicos, terminou o Mundial de
Natação de piscina curta no primeiro lugar geral com dez medalhas, sendo sete de
ouro. Para quem achava que a natação brasileira se resumia a César Cielo (mais
uma vez ele fez sua parte com um ouro individual, além da participação em dois
revezamentos dourados e dois bronzes), saiba que nós temos uma equipe cada vez
mais homogênea e vitoriosa. Tanto que dos sete ouros, três vieram dos
revezamentos. Se toda grande conquista, tem que ter nomes, heróis, protagonistas,
a façanha de Doha tem dois: Felipe França e Etiene Medeiros. França que vem se
firmando a cada ano que passa, participou dos três revezamentos vitoriosos do
Brasil e ainda ultrapassou todos os seus adversários no 50m e 100m peito.
Agora, a grande revelação, o novo xodó brasileiro é Etiene Medeiros, responsável
pela primeira medalha da mulher brasileira num Mundial de piscina curta.
Demorou, mas veio com pacote completo: ouro com direito a recorde mundial do
50m costas. Precisa falar mais alguma coisa? É lógico que para o Rio-2016 é
outra história... Lá a piscina é de 50m e aí parece que vira outro esporte, mas
não deixa de ser um sinal que o Brasil está mergulhado na melhor geração que já
tivemos. Por falar em recorde, quem também fez história hoje foi o meu
Palmeiras. Tornou o time com a menor quantidade de pontos (míseros 40) a conseguir
permanecer na Série A. Sem comentários. Vexame em campo, sucesso nas piscinas...
Água para lavar a alma de alegria e orgulho dos esportistas olímpicos
brasileiros.
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