À véspera do início da Copa do Mundo parece
que ninguém pode falar de futebol. Torcer para o Hexa então virou caso de
polícia, verdadeira traição nacional. Acho que antes de o Brasil sediar a Copa,
há inúmeras outras prioridades que poderiam ter sido contempladas. Há estádios,
erguidos sob o alicerce do investimento público, que ficarão totalmente subutilizados
pós-Copa. Sei que a chance de aproveitar a Copa com uma função social e até de
melhorar a estrutura do país não foi aproveitada. Sei que o fato de o Mundo
estar olhando para nós neste mês seria uma super chance de realizar grandes
manifestações pacíficas, de plantar sementes de mudança, mas que, infelizmente,
nada será feito – tudo que tiver de protesto terá um viés político por trás. Não sou ingênuo de acreditar que o esporte nunca
foi utilizado politicamente. Foi, é e continuará sendo. Mas eu não faço uso
dessa distorção e não caio na lábia dos que tentam fazer. Para mim, Copa do
Mundo continua sendo dentro de campo, jogo de estratégias, festa de integração,
momento de torcer. Quer torcer contra a seleção brasileira, torça à vontade.
Escolha uma seleção, faça suas apostas. O importante é acompanhar a disputa
sadia que só o esporte proporciona. É impulsionado por essa emoção esportiva que
dou o pontapé inicial na cobertura do blog para a Copa. A partir de agora todos
os próximos textos vão abordar somente o que acontece dentro das quatro
linhas, pois foi exclusivamente para isso que o “Esporte Literário” foi criado.
Em tempo: eu vou continuar torcendo para o Brasil, dentro e fora do campo.
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