Tecnicamente, o Brasil jogou hoje ainda pior
que contra o México. A bola na trave do Chile no final da prorrogação quase
calou uma nação. Conseguir a classificação só no último pênalti não estava nos
planos nem do torcedor mais pessimista. O jogo de hoje teve apenas duas coisas
boas: 1) bem ou mal, avançamos às quartas-de-final. 2) a redenção de Júlio
César. O goleiro brasileiro pode não estar no auge, mas, sem dúvida, é um dos
jogadores mais dedicado, patriota (no bom sentido) e focado. Por tudo que já
fez em campo, Júlio César merece ser lembrado pelo jogo de hoje e não pela
partida contra a Holanda, quatro anos atrás. A redenção do goleiro brasileiro é
uma bonita história de superação, verdadeiro exemplo de nunca desistir.
Voltando ao Brasil não há muito que falar. Pelo que demonstraram até agora
nesta Copa, a Colômbia pode ser considerada a favorita para a partida da
próxima sexta-feira. O Brasil continua dependendo da torcida, dos “Deuses do
Futebol”, dos talentos individuais e de Felipão. É impressionante como ele consegue
manter o grupo focado. Por mais que ele jamais vai assumir isso em público,
Felipão sabe que o Brasil não está entre as melhores seleções da Copa. Mas ele
também sabe que, principalmente no futebol, nem sempre o melhor vence. Assim
como ele fez com o Palmeiras, em 2012, que tirou leite de pedra para se
despedir do clube campeão da Copa do Brasil, Felipão quer repetir a receita
para agora vencer a Copa no Brasil. Vai ser no limite até o fim, mas acho que
passaremos da Colômbia. Analisando friamente, nossos vizinhos merecem até mais
do que nós a classificação, mas a torcida não se guia pela razão. Então prepare-se
para mais um “Salve-se Quem Puder”. Aguenta Coração!
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