Ainda não foi desta vez que a torcida
francana sentiu o gostinho de voltar a torcer pela equipe numa grande final,
mas, de certa forma, está tudo certo. O favoritismo era total de Bauru - o
grupo do Guerrinha está mais forte do que nunca e só perde mesmo para Brasília
e Flamengo, que seguem numa outra esfera conforme demonstrado no texto anterior
“Ranking Basketeria”. Depois de uma primeira fase totalmente irregular, o
Franca Basquete surpreendeu ao eliminar o São José nas quartas-de-final e foi
guerreiro ao brigar até o último minuto da quinta partida de igual para igual
com Bauru. Da mesma forma que, por um lado, dá uma satisfação ver o esforço
deste grupo em quadra, por outro fica a sensação de que, com pequenos ajustes,
dava para ir mais longe. Desde o início deste projeto de reformulação iniciado
pelo Lula Ferreira e a nova diretoria do Franca Basquete eu sempre defendi que
as coisas estavam no caminho certo, mas precisava de paciência. Continuo acreditando
que o sucesso está logo em frente, mas acho que as principais diretrizes deste
projeto precisam ser retomadas. Numa análise criteriosa da participação no
Paulista, dá para perceber que o Franca deu um passo para trás em relação ao
último NBB. Na temporada passada, o Franca foi a sensação do campeonato por
apostar nos jovens talentos e por apresentar uma defesa impecável. Neste
Paulista, com a chegada de novos reforços, os “meninos de Franca” perderam
importantes minutos em quadra e a defesa já não foi mais consistente. Acho que
dá para recuperar, aliás muito já foi reconquistado na fase final do playoff. Hayes
e Paulão encaixaram bem na equipe, mas ainda não entendo o retorno do Basden.
Cauê e Léo (quando retornar) estão prontos para explodir. É hora de apostar no
novo, confiar no que deu certo no ano passado e arriscar ainda mais. Ficar
entre os quatro primeiros para decidir em casa no playoff do NBB6 é o primeiro
grande objetivo. As duas derrotas logo de cara podem fazer falta no final,
mas eu acredito. Vamos Franca.
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