Depois de tantas conquistas do nosso vôlei, o
título passou a ser quase uma obrigação, mas as coisas não funcionam assim. Talvez o Brasil pudesse ter resistido um pouco mais, mas, justiça
seja feita, a favorita para esta partida era a Rússia. Além de serem os atuais
campeões olímpicos (dá até arrepio de lembrar aquela partida), eles estão mais
entrosados e esbanjam altura, potência e frieza para as horas decisivas. A
verdade é que estamos mal acostumados com o passado de conquistas de
Bernardinho e seus pupilos, mas este vice é prova de que estamos no caminho
certo. Ganhar ou perder faz parte do esporte, mas o mérito do vôlei brasileiro
é provar que, geração após geração, continuamos entre os melhores. É a certeza
que o novo ciclo olímpico nasce num projeto sólido e de muito futuro. É
lógico que o título de hoje era importante, mas o que vale agora é adquirir experiência
– e, vamos combinar, que nada melhor do que uma derrota doída para trazer
valiosos ensinamentos. O importante agora e seguir em frente com muito trabalho
para quem sabe, num palco olímpico e no Brasil, conseguir a tão esperada
revanche contra os russos. Até lá vamos
apoiar os nossos meninos, que ainda têm créditos de sobra!
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