Faz
tempo que eu não torcia tanto num jogo de futebol. Mas fazer o quê? Logo o
Boca, algoz dos brasileiros várias vezes, resolveu ser “meia boca” justamente
contra o Corinthians. Eu falo que não dá para confiar nos hermanos. Enfim, demorou, mas chegou a vez do Bando de Loucos conquistar a
América. Se vence no esporte quem sabe perder, lá vai meu parabéns ao Timão.
Depois de muitas tentativas, incluindo uma eliminação precoce na Pré-Libertadores,
o Corinthians fez tudo certo desta vez. A grande arma da equipe de Tite não foi
ter uma grande estrela – se bem que o iluminado Romarinho, surpresa na Argentina, e o inspirado Emerson,
com os dois gols no Pacaembu, se candidataram a heróis da Fiel. O segredo
alvinegro foi apostar num grupo coeso e focado no objetivo. Com uma campanha invicta,
o sonho, que já estava virando pesadelo, virou realidade. Além de voltar a
sentir emoção com o futebol, essa quarta-feira me trouxe a certeza de o quanto
é bom morar no refúgio da Serra Gaúcha. Vamos combinar que encontrar
pessoalmente um corintiano nesta semana ninguém merece!
Embora nunca tenha sido Corinthiano,desta vez torci para o Timão e não foi por antipatia aos hermanos que para mim nunca foram desagradáveis, muito pelo contrário. O fato é que fiquei com pena da imensa torcida alvi negra, em sua maior parte de baixa renda, subempregados, desdentados e alguns até presidiários. A falta de lazer dessa turma faz com que os resultados do time do coração sejam um alento para a vida dura que levam. Além disso, achei que o ano do centenário foi muito prejudicado pela presença do Ronalducho e este ano merecia uma compensação.
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