domingo, 17 de julho de 2011

20 Horas Depois...

Ontem quando fui escrever o texto sobre a eliminação argentina da Copa América, algo me dizia para não me empolgar muito, afinal a tristeza deles, podia ser a nossa hoje. Dito e feito! Durante o tempo normal, acredito que o Brasil fez a sua melhor partida na competição, mas gol que é bom, nada. Tudo foi para os pênaltis e aí o inacreditável aconteceu: fomos eliminados sem acertar nenhuma das quatro tentativas. Cada vez menos eu entendo o futebol, sobretudo o brasileiro: depois do pragmático Dunga, Mano assumiu com um histórico vencedor; Ganso e Neymar, ausências sentidas na última Copa, foram alçados a titulares absolutos; e, para a crítica de que o Brasil estava muito defensivo, a seleção passou a ser escalada com três atacantes. Em teoria, mudanças suficientes para voltar a fazer do Brasil a melhor seleção do mundo. Na prática, resultados pífios que deixam os torcedores assustados com a nossa participação na Copa de 2014.  É verdade que ainda existe muito tempo para a seleção crescer, mas o que preocupa é que, para mim, o problema não está dentro de campo. A seleção só vai voltar a ser o Brasil que queremos se o grupo tiver o comprometimento que a “Família Scolari” teve em 2002 ou a garra que os nossos meninos do vôlei têm, mesmo quando perdem. Por ora, vou torcer para o Uruguai, assim como já fiz na última Copa. Nada contra a Celeste, mas confesso que estou ficando um pouco cansado de ter que pegar uma seleção emprestada para poder comemorar.

Um comentário:

  1. Resumidamente eu diria que ontem a seleção brasileira não venceu, mas convenceu. Jogou um ótimo futebol e por questões de sorte, especialmetne do goleiro paraguaio, não fez nenhum gol. Em mais de 90% das sitações as bolas de Pato, Ganso e Fred teriam entrado. E talvez a única que seja mérito consciente do goleiro seja a do Ganso que ele foi buscar no canto extremo do gol. Talvez a única coisa que a seleção poderia ter feito melhor era bater com mais sangue frio os pênaltis, mas nem isso seria garantia de vitória, pois nessa fase já há muito pouco o que fazer e todo o trabalho técnico e tático se tornam pouco úteis. Enfim, coisas do futebol, que afinal, é um jogo no qual nem sempre o resultado é o que achamos mais justo.

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