Em 1996, o vôlei de praia brasileiro encantou o mundo ao garantir ouro e prata nas Olimpíadas de Atlanta – na final verde-amarela, Jaqueline e Sandra passaram por Adriana e Mônica. Quinze anos depois, a magia se repete, desta vez entre os homens e agora no Campeonato Mundial, disputado em Roma. Após a semifinal, o título masculino não tinha mais como fugir do Brasil, restava saber se a taça seria levantada por Emanuel e Alison ou Ricardo e Márcio. A final brasileira justamente nesta semana é a silenciosa resposta dos atletas à torcida italiana, que jogou laranjas nos brasileiros em repúdio ao “caso Cesare Battisti”. Fica o recado que esporte e política não se misturam! Se no masculino, a final era uma festa e não tinha muito para quem torcer (o título ficou com Emanuel e Alison), no feminino a história foi bem diferente. As quase imbatíveis Walsh e May, dos EUA, abriram vantagem no tie-break e muitos davam o título como certo, mas não Juliana e Larissa. A dupla brasileira salvou um match point e, a partir daí, uma virada histórica garantiu o título inédito para estas guerreiras, que infelizmente não puderam estar juntas nas Olimpíadas de Pequim, por conta de uma contusão de Juliana. Depois do domínio em Roma, fica a certeza de que o Brasil, tanto no masculino quanto no feminino, está pronto para conquistar Londres no ano que vem. Afinal, seja na quadra ou na areia, o vôlei faz parte do que o Brasil tem de melhor.
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