Por muitas vezes, Franca chegou à final sem ter o melhor time do campeonato. Por isso, a maioria dos títulos que levo na memória foi ganho na base da raça, superando o adversário favorito. Neste NBB o cenário não era este. Em termos de quinteto titular, Brasília tem a melhor equipe, mas no elenco dos 12 que entram em quadra, Franca montou o grupo mais forte da temporada. Prova disso foi a liderança na primeira fase, incluindo duas vitórias contra Brasília. Falar que Franca tinha obrigação de bater Brasília na final é subestimar o potencial do trio infernal (no bom sentido) Alex, Nezinho e Guilherme. Por outro lado, falar que Franca mostrou tudo o que sabia nesta final também é subestimar o torcedor francano, que muito sabe de basquete. Enfim, de cabeça quente, muito posso falar, mas dificilmente vou chegar aos reais motivos que levaram Franca a ter um semestre instável e sem nenhum título. A verdade é que algo faltou no presente para Franca reviver o passado de glórias. Ao futuro só uma palavra: mudanças!
Sugiro ao técnico Hélio Rubens a primeira mudança: proibir o time de arriscar bolas de 3 pontos, especialmente em jogo de final de campeonato, precisando ganhar, antes de se posicionar à frente no placar por uma diferença de pelo menos 10 pontos. Ontem Franca errou inúmeros arremessos de 3 pontos enquanto Brasília fazia cestas de 2 com infiltração no garrafão, algumas vezes ainda levando falta e tendo direito ao arremesso de bonificação. No início do jogo todos os jogadores ainda têm fôlego para se movimentar bastante tentando infiltrar e o adversário ainda tem poucas faltas acumuladas podendo se arriscar a fazer mais. Não compreendo essa estratégia, ou falta dela, de começar o jogo arriscando bolas de 3 pontos e permitindo o avanço no placar do adversário, em caso de falta de inspiração dos cestinhas. Somando a isso os erros de bandeja, os rebotes perdidos, os estouros do tempo de ataque e os lances livres perdidos, até que Franca perdeu por poucos pontos
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