O Brasil conquistou hoje mais uma medalha completando um pódio. O bronze que faltava veio da querida Mayra Aguiar, que se tornou a primeira judoca do Brasil a ter duas medalhas olímpicas – vinha de outro bronze em Londres-12. O que me encanta na Mayra é a alegria de criança que ela comemora a sua medalha de bronze. A maioria dos atletas vai buscar o seu bronze meio desapontados, mas Mayra sobe de cabeça erguida, sabendo exatamente o que significa qualquer medalha olímpica. A alegria de Mayra com seu bronze no peito, remete ao “aviãozinho da felicidade” de Vanderlei Cordeiro, que também não precisou de um ouro para ser um dos nossos maiores heróis olímpicos. A gaúcha tinha chances reais da medalha de ouro, mas nem por isso ela desvaloriza o honradíssimo terceiro lugar. Assim como Londres, Mayra perdeu na semifinal, mas instantaneamente ela se recompõe mentalmente e vem com tudo para a disputa do bronze. Mayra tem a dimensão exata do que, infelizmente, é ser um atleta olímpico no Brasil: ela podia ser ouro, mas o mais provável é que ela não fosse nada, então um bronze olímpico é muito. Dois bronzes olímpicos, da forma que foram conquistados, é tudo. Suas façanhas me encantam. Com certeza, você me representa Mayra Aguiar!
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Phelps Sem Limites
Pós Londres, Michael Phelps
anunciou que iria entrar para história com 22 medalhas olímpicas, sendo 18
ouros. O mito, que quebrou todos os recordes possíveis e impossíveis, foi para
a casa, mas não se conformava com a prata nos 200m borboleta, após uma derrota
no detalhe para Chad Le Clos. E aí que o filho das águas decide reconquistar o
seu ouro. Desiste da aposentadoria e chega
a Rio-16 numa situação diferente: já não tinha o favoritíssimo absoluto e era
como se fosse novamente um estreante olímpico, só que dessa vez com 31 anos e
agora até pai de família. Nesse recomeço ele voltou a ser exatamente o que
sempre foi: único. Phelps se tornou o primeiro nadador olímpico a reconquistar
um título na mesma prova: antes da prata nos 200m borboleta em Londres-12,
Phelps já havia levado o ouro em Athenas-04 e Pequim-08. Ou seja, ninguém
ganhou tantos ouros como Phelps, ninguém ganhou um ouro como Phelps.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Força Divina
Rio não é apenas Copacabana, Cristo, Pão de Açúcar
A vida também pede passagem na Cidade de Deus
Foi lá que Rafaela viu no judô a chance de sonhar
A menina carente foi abraçada pelo Instituto Reação
E lá desabrochou uma mulher corajosa, destemida
Londres-2012 teve punição, polêmica, preconceito
Adversidade que uma legítima Silva sabe enfrentar
Superação que vale a pena ser dela o primeiro ouro
Impressionante como Rafaela representa o Brasil
Lição de não desistir que só o esporte pode trazer
Valentia pro bem como nosso país tanto precisa
A Força Divina do seu olhar é pra não esquecer
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