quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sem Diminutivos

As primeiras cestas da história francana
Passaram pelas mãos de Chico Cachoeira
O Bola ao Cesto foi crescendo na cidade
Até virar basquete nas quadras do IETC
De lá para o Clube dos Bagres foi um pulo
Três irmãos encantaram o mestre Pedroca
Talento puro de Hélio, Totô e Fransérgio
Filhos do brilhante precursor Cachoeira
A magia da família Garcia não tem limites
E surge em Helinho a terceira geração
O menino que brincava nos intervalos
Mostrou que estava pronto para ser grande
Da precisão quase perfeita no lance livre
À garra, empenho e liderança de campeão
Quando seus sonhos não cabiam em Franca
Helinho foi buscar novos ares no Rio, Minas
Mas o genuíno francano voltou para seu Lar
Num momento delicado na Capital do Basquete
Helinho ajudou a não deixar a chama apagar
Tinha que ser no Pedrocão sua última cesta
Um ídolo se despede, mas nunca vai embora
Se hoje te chamo de Helinho é por carinho
Pois sua história não comporta diminutivos

terça-feira, 5 de maio de 2015

Parabéns Franca, parabéns Guerreiros

Não dá para dizer que o Franca Basquete saiu derrotado de hoje. A tradição de raça e superação do basquete francano foi honrada a cada segundo em quadra neste playoff contra Bauru. A vitória não veio porque era esportivamente improvável e até injusta por tudo que o adversário fez na temporada – o grupo de Guerrinha é disparado não só a melhor equipe do Brasil, como a melhor da América. A conquista bauruense vir só no último minuto do quinto jogo de uma série que tinha tudo para ser 3 a 0 é um feito que só a Capital do Basquete poderia proporcionar. Para uma equipe que passou o campeonato inteiro sem patrocínio, chegar ao final da competição já era um grande feito.. Terminar em quinto lugar e com direito a vaga na próxima Liga Sul-Americana é uma justa recompensa a toda a equipe. Apesar de toda incerteza financeira e da possibilidade real de fechar as portas, Lula e todos os seus comandados não pularam fora do barco e, mais do que isso, mostraram ética, compromisso e respeito à história francana. Em nenhum momento fizeram corpo mole, muito pelo contrário. Entenderam que o momento era delicado e que a melhor forma de pedir apoio era fazer bonito em quadra. Nesse sentido, parabenizo especialmente o Mata. Com certeza, o jogador da seleção argentina teria espaço em qualquer equipe do Brasil e da Argentina e em muitas da Europa. Mas decidiu honrar o seu compromisso com o Franca Basquete até o último momento e se tornou uma liderança dentro e fora de quadra e espelho para que Léo Meindl e Lucas evoluíssem ainda mais. É uma temporada para o torcedor francano sair com a cabeça erguida e com orgulho desse grupo que não deixou que uma história de mais de 50 anos simplesmente chegasse ao fim. A temporada 2014/2015 tem um ponto final, mas o Franca Basquete felizmente não. Abrem-se agora três pontos, reticência de esperança para que a questão do patrocínio seja brevemente resolvida e que a temporada 2015/2016 seja planejada com toda antecedência. Se Franca não tiver respaldo financeiro imediato, o desmanche dessa equipe de Guerreiros será inevitável. Se Franca fez bonito em quadra, agora é a vez da diretoria fazer sua parte do lado de fora para que Lula, Mata, Figueroa, Meindl, Lucão, Coimbra, Antonio não só fiquem, como recebam dois reforços de ponta (esse grupo não precisa mais do que isso) para Franca voltar a ter chance real de títulos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pra Lavar a Alma

2014 está encerrando e tinha tudo para ficar marcado como o “ano do vexame brasileiro”, pós 7 a 1 para Alemanha na semifinal da Copa. É lógico que a goleada é histórica e não será esquecida, mas hoje tem um marco muito mais importante para ser lembrado: o Brasil, o mesmo país que só pensa em futebol e despreza os outros esportes olímpicos, terminou o Mundial de Natação de piscina curta no primeiro lugar geral com dez medalhas, sendo sete de ouro. Para quem achava que a natação brasileira se resumia a César Cielo (mais uma vez ele fez sua parte com um ouro individual, além da participação em dois revezamentos dourados e dois bronzes), saiba que nós temos uma equipe cada vez mais homogênea e vitoriosa. Tanto que dos sete ouros, três vieram dos revezamentos. Se toda grande conquista, tem que ter nomes, heróis, protagonistas, a façanha de Doha tem dois: Felipe França e Etiene Medeiros. França que vem se firmando a cada ano que passa, participou dos três revezamentos vitoriosos do Brasil e ainda ultrapassou todos os seus adversários no 50m e 100m peito. Agora, a grande revelação, o novo xodó brasileiro é Etiene Medeiros, responsável pela primeira medalha da mulher brasileira num Mundial de piscina curta. Demorou, mas veio com pacote completo: ouro com direito a recorde mundial do 50m costas. Precisa falar mais alguma coisa? É lógico que para o Rio-2016 é outra história... Lá a piscina é de 50m e aí parece que vira outro esporte, mas não deixa de ser um sinal que o Brasil está mergulhado na melhor geração que já tivemos. Por falar em recorde, quem também fez história hoje foi o meu Palmeiras. Tornou o time com a menor quantidade de pontos (míseros 40) a conseguir permanecer na Série A. Sem comentários. Vexame em campo, sucesso nas piscinas... Água para lavar a alma de alegria e orgulho dos esportistas olímpicos brasileiros.