Foi só o primeiro jogo, um ótimo início, mas
nada mais do que isso. Ainda temos um mês de bola rolando e é preciso manter a
calma, pois muita coisa ainda vai rolar. Aliás, já na estréia aconteceu quase de tudo: um gol contra, um pênalti duvidoso, uma virada emocionante, dois gols de
Neymar, o brilhantismo de Oscar e a certeza que realmente temos dois paredões
na defesa: Thiago Silva e David Luiz. De tudo que aconteceu em campo hoje, acho
que o mais significativo foi a virada. No futebol, para reconhecer um grupo
vencedor é sempre bom verificar como a equipe se comporta quando sai atrás do
placar. E confesso que tinha certo receio, para não disser medo mesmo, de como nossos
meninos iriam reagir quando, em plena Copa do Mundo em casa, tomássemos um gol
inesperado. Ter essa oportunidade logo no primeiro jogo foi o teste que faltava
para mostrar que o grupo realmente está comprometido. É impressionante como o
Felipão tem a capacidade de unir, motivar, cobrar e, ao mesmo tempo, acalmar seus
jogadores. Por falar em aguentar a pressão, parabéns ao Oscar. Quando a sua
saída do time titular era dada praticamente como certa, Felipão manteve a
coerência e deu mais uma chance para o talento e inteligência do garoto. Ainda
bem: Oscar não só marcou o seu, como participou dos outros dois gols do Brasil.
Enfim, foi, ao mesmo tempo, cérebro e coração da equipe. O primeiro passo foi
muito bem dado, mas já é hora de pensar no próximo. Até porque o México tem
preparado poucas e boas para nós nos
últimos anos...
quinta-feira, 12 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Pontapé Inicial
À véspera do início da Copa do Mundo parece
que ninguém pode falar de futebol. Torcer para o Hexa então virou caso de
polícia, verdadeira traição nacional. Acho que antes de o Brasil sediar a Copa,
há inúmeras outras prioridades que poderiam ter sido contempladas. Há estádios,
erguidos sob o alicerce do investimento público, que ficarão totalmente subutilizados
pós-Copa. Sei que a chance de aproveitar a Copa com uma função social e até de
melhorar a estrutura do país não foi aproveitada. Sei que o fato de o Mundo
estar olhando para nós neste mês seria uma super chance de realizar grandes
manifestações pacíficas, de plantar sementes de mudança, mas que, infelizmente,
nada será feito – tudo que tiver de protesto terá um viés político por trás. Não sou ingênuo de acreditar que o esporte nunca
foi utilizado politicamente. Foi, é e continuará sendo. Mas eu não faço uso
dessa distorção e não caio na lábia dos que tentam fazer. Para mim, Copa do
Mundo continua sendo dentro de campo, jogo de estratégias, festa de integração,
momento de torcer. Quer torcer contra a seleção brasileira, torça à vontade.
Escolha uma seleção, faça suas apostas. O importante é acompanhar a disputa
sadia que só o esporte proporciona. É impulsionado por essa emoção esportiva que
dou o pontapé inicial na cobertura do blog para a Copa. A partir de agora todos
os próximos textos vão abordar somente o que acontece dentro das quatro
linhas, pois foi exclusivamente para isso que o “Esporte Literário” foi criado.
Em tempo: eu vou continuar torcendo para o Brasil, dentro e fora do campo.
sábado, 31 de maio de 2014
Deu a Lógica
O Paulistano bem que tentou, cheguei até a
acreditar que um mini “Maracanazo” poderia acontecer, mas, no final, deu a
lógica e o Flamengo levantou mais uma taça, a segunda seguida no NBB – em seis
edições, metade ficou com o time carioca, metade com o Brasília. Depois da
derrocada do Brasília, o Flamengo passou a reinar soberano, ainda mais com os
reforços para este ano. Agregando qualidade ao grupo forte que já existia, as contratações estrangeiras do argentino Laprovitola e
do norte-americano Meyinsse transformaram os rubro-negros não apenas nos
melhores do país, mas também do continente – antes da final do NBB, o Flamengo
já fez a festa com a conquista da Liga das Américas. O time carioca é completo
não apenas pelos cinco titulares, mas pelo conjunto como todo. O adversário
neutraliza os alas cestinhas Marquinhos e Marcelinho, sobra o Laprovittola, com
a qualidade e garra argentina. Marca forte fora do garrafão, Olivinha e
Meyinsse chamam a responsabilidade. Quando tudo parece estar sob controle, vem
o Felício com um arremesso surpresa de três. Sem falar do retorno do Benite e
da segurança que Gegê e Shilton passam quando entram em quadra. Tudo sob a
supervisão do competente José Neto. Enfim, todos tentaram, mas ninguém
conseguiu: 2013/2014 é do Flamengo, que vai comemorar este ano inesquecível
jogando contra equipes da NBA. Realmente o time carioca está um nível acima de
todo o restante do país. Bauru está tentando se equiparar e que outras equipes
possam chegar junto (vamos lá Franca), porque quanto mais times com chance de vencer, mas
emocionante fica a coisa.
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