Depois de tantas conquistas do nosso vôlei, o
título passou a ser quase uma obrigação, mas as coisas não funcionam assim. Talvez o Brasil pudesse ter resistido um pouco mais, mas, justiça
seja feita, a favorita para esta partida era a Rússia. Além de serem os atuais
campeões olímpicos (dá até arrepio de lembrar aquela partida), eles estão mais
entrosados e esbanjam altura, potência e frieza para as horas decisivas. A
verdade é que estamos mal acostumados com o passado de conquistas de
Bernardinho e seus pupilos, mas este vice é prova de que estamos no caminho
certo. Ganhar ou perder faz parte do esporte, mas o mérito do vôlei brasileiro
é provar que, geração após geração, continuamos entre os melhores. É a certeza
que o novo ciclo olímpico nasce num projeto sólido e de muito futuro. É
lógico que o título de hoje era importante, mas o que vale agora é adquirir experiência
– e, vamos combinar, que nada melhor do que uma derrota doída para trazer
valiosos ensinamentos. O importante agora e seguir em frente com muito trabalho
para quem sabe, num palco olímpico e no Brasil, conseguir a tão esperada
revanche contra os russos. Até lá vamos
apoiar os nossos meninos, que ainda têm créditos de sobra!
domingo, 21 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
Cuidado Com Este Filme!
Analisando apenas a final de hoje não dá para
falar uma vírgula do Brasil. Time aguerrido, entrosado, incansável, implacável
e, faz parte dos times campeões, até com uma dose de sorte. O Brasil que sai
das Copas das Confederações em nada se parece com aquele amontoado de dúvidas e
incertezas do início da competição. Além de o Brasil voltar a ter uma espinha
dorsal, Neymar jogou na seleção o que fez o Barcelona se encantar, sem falar
que Fred foi a certeza de que temos novamente um legítimo camisa 9. Agora de um
ponto de vista mais profundo esta vitória, ainda mais por goleada, preocupa. Ao
longo da semana (veja o texto “Força Espanha!”), já havia expressado toda a
minha temeridade em relação a uma eventual vitória verde-amarela contra a
Espanha. A um ano da Copa, esta vitória pode dar uma falsa impressão de que voltamos
a ser os melhores do mundo. Fomos bem, mas é só um torneio preparatório, que
pode ser bem traiçoeiro. Basta ver o retrospecto: nunca uma seleção que ganhou
a Copa das Confederações conseguiu levantar a taça no Mundial do ano seguinte.
Espero que Felipão tenha consciência disto e consiga manter o seu grupo focado
para o objetivo que realmente interessa: o hexa. Se dentro de campo, hoje foi
dia de resgatar um pouco nosso prestígio, espero que as manifestações pacíficas
continuem em busca de outras conquistas.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Não Entendi
O Franca Basquete acaba de anunciar que
fechou o grupo para a temporada 2013/2014. Depois de uma temporada de encher os
olhos da torcida, o grupo francano manteve uma base com Figueroa, Cauê, Léo
Meindl, Lucas, Jhonatan e Socas. Para completar este elenco de qualidade, o
Franca trouxe quatro reforços: Paulão, Feliz e os americanos Hayes e Basden. De
todas as novidades, a que mais me empolga é o Paulão. Na temporada passada, em
Brasília, ele estava um pouco acima do peso, mas realmente acredito que pode
ser o “pivozão” que Franca não tinha – para mim, o Lucão tem que ser deslocado
para a função 4 e jogar lado a lado com o Paulão. Também gosto do Feliz. Ainda
não o vi muito em quadra, mas acredito que tem potencial e segue a filosofia
implantada no ano passado de Franca apostar em novos talentos. A contratação de
Hayes, bem criticada nas redes sociais, até que não discordo tanto. Não sei a
que preço ele veio, mas se veio por um salário “normal”, acredito que ele possa
ser importante no revezamento da equipe – afinal, repito que a titularidade do
garrafão tem que ficar com Lucão e Paulão. Agora, o retorno do Basden não entendi:
não é o arremessador decisivo que o time precisa, não é jovem e não deve ser
barato. Mas, enfim, agora que já foi contratado não adianta criticar. Vamos dar
um voto de confiança ao Lula, que desenvolveu um projeto magnífico na última
temporada. Confesso que agora estou um pouco apreensivo – só não fico
desesperado porque Cauê e Léo já mostraram que estão prontos para serem titulares.
Vou continuar torcendo e só espero que o torcedor francano não termine a
temporada tendo que resgatar o mestre Renato Russo: “quando nascemos fomos
programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos U.S.A.”
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