sábado, 16 de fevereiro de 2013

Vitória com V Maiúsculo


A garotada de Franca já vinha fazendo bonito no NBB com uma campanha consistente e, para muitos, até surpreendente. Faltava ainda uma Vitória maiúscula para consagrar esta reformulada equipe. Agora não falta nada! Os meninos do Lula conquistaram hoje o que ninguém conseguiu em 20 rodadas: vencer o líder Flamengo e olha que foi em pleno Rio de Janeiro. A virada no finalzinho mostra a maturidade dos jovens talentos. Figueroa e Teichmann foram importante segurança, mas, para mim, a alma francana em quadra é Jhonatan – fora de quadra, Lula é peça fundamental neste projeto. No início da temporada, alguns críticos falaram que esta equipe não estava à altura da tradição francana. Agora, este grupo está mostrando que merece sim vestir o manto da Capital do Basquete e, mais, estão repetindo o que os meninos do Pedroca fizeram há 50 anos: chegam sem favoritismo, mas com muita defesa, raça e vibração superam as equipes “da cidade grande”. Em algum lugar, o “Pai de Tudo” Pedroca está muito feliz hoje. É lógico que a briga pelo título é outra história. Mas a meta, várias vezes repetida por Lula, de ficar entre os quatro primeiros está ficando cada vez mais com cara de possível realidade.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Que Fase!


O Esporte, independentemente da modalidade, é uma disputa em duas camadas: uma é o atleta contra ele mesmo, na busca individual de vislumbrar seu limite e sentir que dá para ir um pouco mais. A outra é a disputa propriamente dita entre dois times, dois atletas. E para brilhar, marcar o nome na história, estes dois universos paralelos tem que se encontrar num momento único. Quantas vezes já vi atletas fazerem a sua melhor performance e ainda sim saírem derrotados porque o adversário também “resolveu” estar no melhor dia. De nada adianta marcar três gols num único jogo, se teve alguém que marcou quatro no mesmo dia. E foi justamente isto que aconteceu hoje. Em tempos que Lionel Messi é literalmente o “dono da bola”, o português Cristiano Ronaldo vem se reinventando para mostrar que pode fazer sombra ao gênio argentino. Se o título de craque do ano está praticamente impossível de tirar de Messi, o Ronaldo lusitano entrou hoje em campo disposto a levar, pelo menos, o troféu de craque da semana. Em dez minutos, três gols e o português saiu ovacionado de campo, pensando como é bom se sentir o melhor. Na mesma rodada, o incansável Messi foi contabilizando um, dois, três, sensacionais quatro gols. É Cristiano Ronaldo você é bom, já está escalado no time dos imortais, mas o “fominha” do Messi não está querendo ter dar nem um dia de rei da sua geração. Como diz o grande Milton Leite: Que Fase!

domingo, 16 de dezembro de 2012

O Mundo Vai Acabar


Eu não estava levando nada a sério esta história que o Mundo vai acabar neste ano, mas agora estou muito preocupado. Afinal, justo no primeiro dia da tal “semana fatal”, o Corinthians ser campeão mundial da maneira “tradicional” – jogando fora do país contra um adversário europeu na final – só pode ser sinal do fim dos tempos. E mais apocalíptico que o título mundial em si é reconhecer que o Timão passa a ser uma referência para todos os outros clubes brasileiros. Depois da queda para Série B no final de 2007, o clube só dá alegria para a fiel torcida, conquistando todos os títulos possíveis (desculpe-me os são-paulinos, mas Sul-americana não conta): Paulista (2009), Copa do Brasil (2009), Campeonato Brasileiro (2011), Libertadores (2012) e agora o Mundial. A profissionalização corintiana veio garantida por ninguém menos que Ronaldo, sem dúvida um projeto fenomenal de marketing e gestão. Em 2011, a eliminação para o Tolima na Pré-Libertadores foi um susto, mas o Corinthians apostou no projeto a longo prazo e manteve Tite no comando técnico. Com certeza, o título mundial de hoje começou neste momento. Confiante, Tite foi dando a sua cara ao time. Com um futebol simples, mas eficiente, o Corinthians se tornou uma equipe difícil de ser batida e hoje não foi diferente. Impulsionado pela “invasão da Fiel no Japão”, o Timão respeitou o Chelsea, mas, em nenhum momento se intimidou ou mudou a sua forma de jogar. O paredão Cássio foi confiança na defesa, o meio de campo liderado por Paulinho foi mais incansável do que nunca e o ataque foi nas trombadas e raça até o gol “Guerrero”. O bom de o mundo acabar nesta semana é que só vamos ter que engolir a festa do “Bando de Loucos” por uns dias...