sexta-feira, 27 de abril de 2012

Então Já Era

O que já era difícil, ficou praticamente impossível. Depois de um playoff sólido contra o Paulistano, a torcida francana passou a ter um fio de esperança de que o time poderia impor algum tipo de resistência ao líder São José, mas, decididamente, não foi o que aconteceu. Novamente o que se viu foi uma equipe sem padrão de jogo, frágil na defesa, precipitada no ataque e sem qualquer poder de reação. Com a derrota no Pedrocão por 15 pontos, Franca está virtualmente eliminada do NBB. Se tem alguma coisa na partida de hoje que Franca pode comemorar foi a atuação do jovem Lucas, impecável com 10 pontos e 100% de acerto. Aliás, com a temporada 2011 praticamente encerrada, passou da hora de Franca pensar no futuro e, com certeza, uma trilha de sucesso no ano que vem passa pela manutenção do Lucas e por uma boa reformulada no elenco. Falando em mudanças, o torcedor francano ficou com uma saudade danada da dupla Fúlvio e Murilo – ah, como seria bom que eles voltassem, assim como o Benite. Mas isso é só um ótimo sonho. Voltando ao presente, o Joinville, na outra partida da noite, fez o que Franca não conseguiu: ganhou em casa do Pinheiros e agora jogou a pressão para o adversário. Esta série parece que vai ser emocionante do começo ao fim. Enquanto isso, Franca e São José, lamento dizer, mas já era!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Nada Mudou

Há algumas horas o Barcelona era tido como o melhor time de todos os tempos; uma equipe imbatível, de outro planeta; o maestro Messi já era comparado ao inigualável Pelé. Agora, com a eliminação na semifinal da Liga dos Campeões para o Chelsea, já tem gente dizendo que o Barça não é mais o mesmo. Para alguns mais exagerados, o time catalão já não seria páreo nem para o Tabajara Futebol Clube; Messi, um grande pipoqueiro; Guardiola, um técnico qualquer. Pára tudo! Não é um jogo que vai fazer o Barcelona deixar de ser o time único, mágico e inovador que encantou – e vai continuar encantando por um bom tempo – o Mundo da Bola. Com certeza nada mudou. Talvez a única coisa que ficou diferente é que os guerreiros do grande Barça ficaram um pouco mais humanos. Afinal, no jogo da vida ninguém é invencível!

sábado, 21 de abril de 2012

Para Pensar

A final da Superliga masculina entre Cruzeiro e o Vôlei Futuro/Araçatuba chama a atenção por um detalhe: ao contrário da final feminina entre Rio e Osasco em que metade da seleção brasileira estava de um lado e a outra metade do outro, entre os homens nenhuma das grandes estrelas da seleção do Bernardinho estava em quadra. Não conheço o vôlei tão a fundo para fazer uma análise se a ausência dos craques da seleção na final é só uma curiosidade ou revela alguma necessidade de mudança. Já falei outras vezes no blog da admiração que tenho pelo Bernardinho e, tudo que o Brasil ganhou nos últimos anos, com certeza fala por si só. Além do mais, uma renovação radical na véspera das Olimpíadas não seria nada produtiva. Então, muita calma nesta hora. Isto vale para a mídia, que aproveitou a final deste sábado para pressionar pelo retorno do levantador Ricardinho à seleção. Realmente ele não tem que provar mais nada em quadra, mas o Bernardinho sabe, melhor do que ninguém, que a vitória começa no equilíbrio psicológico e na força da união de todos. Por isso eu, particularmente, continuaria sem convocar o Ricardinho. Para mim, se é hora de fazer alguma mudança, a aposta tem que ser no levantador William, que liderou o Cruzeiro na conquista da Superliga. Afinal, um atleta que tem o apelido de “Mago”, realmente é alguém para o Bernardinho pensar.