quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ídolo de uma Torcida Só
O fim da carreira do Marcão,
do Palmeiras, vai muito além da despedida de um grande goleiro. Significa dizer
adeus a um jogador que pertence a uma linhagem praticamente extinta no atual
futebol globalizado: a dos craques de uma torcida só. Marcão é raça pura, simples,
franco, e sobretudo fiel. Para ser um dos melhores goleiros de sua geração, o
São Marcos alviverde não precisou beijar uma camisa numa temporada para na
seguinte fazer juras de amor à torcida rival. Também não embarcou para Europa
na primeira promessa de ganhar mais. Quando o Palmeiras caiu para a Série B do
Brasileiro, em 2002, Marcão tinha acabado de se sagrar pentacampeão mundial
como titular absoluto da Nº 1 amarelinha. Podia ir para qualquer time, mas teve
a decência de continuar honrando a camisa verde, realmente sua segunda pele. De
lá para cá uma série de contusões definiu a hora de parar. Como palmeirense, só
posso dizer obrigado a um ídolo legítimo. Como amante do esporte, desejo que o
Marcão continue ligado ao futebol para que, de alguma forma, mostre à nova
geração que vale a pena ser ídolo de uma torcida só. Em tempo, um excelente
2012 a todos e que possamos ter um ano de cumplicidade aqui no blog.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Falar o quê?
Que o Barcelona era o grande
favorito para a decisão do Mundial, acho que até o torcedor mais fanático do
Santos não poderia negar. O que ninguém imaginava é que a partida iria ser de um
time só. A equipe espanhola foi o Barça que encanta a todos, mas o Peixe não foi
nem de longe a equipe irreverente que eu esperava ver em campo. Para mim, Messi
e companhia poderiam marcar cinco, seis gols, desde que a molecada santista
marcasse uns quatro. Enfim, era uma partida que merecia um duelo de muitos
gols, mas não de apenas um lado. Torci e muito para o Santos, mas para o bem do
futebol não seria nem justo que o Barcelona não fosse o campeão. Afinal, para uma
equipe que está revolucionando a modalidade, o mínimo que seus craques merecem é
o título de campeão mundial. O futebol que eles estão jogando é, sem dúvida, de
outro planeta!
sábado, 17 de dezembro de 2011
Tá Difícil!
O início do basquete
francano na temporada do NBB está sofrível com apenas três vitórias em dez
jogos. Até agora eu me silenciei, justamente porque ainda não havia tido a
oportunidade de assistir a uma partida da equipe. Pois é, hoje o duelo contra o
São José foi transmitido e deu para ter uma noção dos limites do time – até os
três primeiros quartos, o jogo foi parelho, mas o último quarto foi desastroso e
significou a derrota em pleno Pedrocão por 11 pontos de diferença. O desespero só
não é total porque os norte-americanos Sowel e Basden parecem grandes
jogadores. É bem verdade que ainda estão sem ritmo de jogo, precipitados em
alguns arremessos, mas aparentam ser estrangeiros com uma qualidade que há
muito não se via na capital nacional do basquete – que saudade do Vargas! Do
Jermaine não dá para falar muito, pois hoje jogou apenas 14 minutos. Aliás, num
jogo em que parar o pivô Murilo (15 pontos e 9 rebotes) era o principal desafio
não deu para entender a estratégia do Hélio, que deixou de fora da quadra o
Jermaine e o Drudi a maior parte do tempo. O pior é que a saída do Babby é a
certeza de que Franca vai ter mais uma temporada sem um legítimo pivô para a
posição cinco. Enfim, eu queria dizer para o torcedor francano que a fase é
passageira e que tudo será diferente em 2012, mas tá difícil!
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