sábado, 10 de setembro de 2011

Ufa!

O Brasil não ganhou nenhum título hoje
Talvez não conquiste nem amanhã
Detalhe que pouco importa
O que estava em jogo era muito mais
A chance de aos Jogos Olímpicos retornar
A calma que muitas vezes faltou
Estava em quadra de verde e amarelo
E, por que não, de azul e branco
Afinal, o padrinho da façanha
É o argentino, agora nosso
Sensacional Rubén Magnano
Dezesseis anos passados
O sonho que já parecia devaneio
Virou a cada cesta, concreta realidade
A lágrima que outrora foi de dor
Agora corre tranquila
Basquete do Brasil em Londres
Ufa!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Só Falta Um!

O Brasil tinha um objetivo bem claro na fase de grupos no Pré-Olímpico de Basquete Masculino: fugir do cruzamento com os argentinos na semifinal. Meta alcançada, já é hora de pensar no próximo desafio. Afinal, a liderança e a épica vitória contra a Argentina de nada valerão se não vencermos, no sábado, o jogo que vale o passaporte olímpico. O adversário na “Batalha por Londres” será justamente a República Dominicana, responsável pela nossa única derrota em oito partidas. Apesar da curiosidade negativa, acredito que é muito melhor buscar a revanche contra os dominicanos do que encarar a Argentina ou Porto Rico. Todo jogo decisivo traz certa apreensão, mas estou confiante que, 16 anos depois, voltaremos às Olimpíadas. A equipe está sólida e vem num crescente. O melhor é que não dependemos exclusivamente de um único jogador e podemos confiar na força de um grupo. No dia em que os protagonistas Huertas e Spliter não estiveram tão bem assim, houve um Benite, um Marquinhos e um Hettsheimer para assumir a responsabilidade. Falando em competência, é impossível não destacar o trabalho do técnico Rubén Magnano. Tenho certeza de que a experiência do argentino - que não só já foi para as Olimpíadas como de lá voltou com ouro - vai ser fundamental para o Brasil dar o último passo. É impossível prever o resultado do duelo de sábado, mas uma coisa é certa: a “Batalha por Londres” vai ser inesquecível!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Primeiro Tropeço

Para vencer o Pré-Olímpico de Basquete Masculino, o campeão terá que passar por uma maratona de dez jogos em duas semanas. É lógico que, numa competição como esta, todo jogo é importante e não pode perder a concentração em nenhum instante, mas, a priori, o que realmente interessa para o Brasil são quatro jogos: contra República Dominicana, Porto Rico, Argentina e a semifinal, em que a vaga olímpica vai ser literalmente definida. A nossa primeira “mini-decisão” foi hoje contra os dominicanos e, infelizmente, começamos perdendo. Na verdade, acho que a derrota começou ontem, quando a República Dominicana perdeu para o Canadá. Naquele momento, percebi que os dominicanos iriam entrar hoje em quadra dispostos a evitar, a qualquer custo, uma segunda derrota seguida. Dito e feito. Chegamos no momento decisivo com o placar indefinido, mas aí a gana dos dominicanos falou mais alto perante a nossa instabilidade, sobretudo no ataque. Essa derrota de maneira isolada pode ser só um tropeço sem maior consequência, mas acende o sinal de alerta. Afinal, uma nova derrota, que não seja para a Argentina, pode complicar nossas pretensões olímpicas. Pois, terminar a segunda fase em quarto lugar significa muito provavelmente enfrentar os hermanos na semifinal, o que praticamente acaba com nossas chances de voltar às Olimpíadas após 16 anos. Confio na experiência do multicampeão Rubén Magnano para evitar que a nossa seleção seja, mais uma vez, atropelada pelo psicológico. Aliás, falando em Magnano, foi emocionante ver os olhos marejados do técnico ao ser ovacionado hoje pela torcida argentina. Reconhecimento de um povo por tudo que este homem já fez pelo seu país. Espero que, em breve, ele seja aplaudido aqui no Brasil.