terça-feira, 9 de agosto de 2016

Phelps Sem Limites

Pós Londres, Michael Phelps anunciou que iria entrar para história com 22 medalhas olímpicas, sendo 18 ouros. O mito, que quebrou todos os recordes possíveis e impossíveis, foi para a casa, mas não se conformava com a prata nos 200m borboleta, após uma derrota no detalhe para Chad Le Clos. E aí que o filho das águas decide reconquistar o seu ouro.  Desiste da aposentadoria e chega a Rio-16 numa situação diferente: já não tinha o favoritíssimo absoluto e era como se fosse novamente um estreante olímpico, só que dessa vez com 31 anos e agora até pai de família. Nesse recomeço ele voltou a ser exatamente o que sempre foi: único. Phelps se tornou o primeiro nadador olímpico a reconquistar um título na mesma prova: antes da prata nos 200m borboleta em Londres-12, Phelps já havia levado o ouro em Athenas-04 e Pequim-08. Ou seja, ninguém ganhou tantos ouros como Phelps, ninguém ganhou um ouro como Phelps. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Força Divina

Rio não é apenas Copacabana, Cristo, Pão de Açúcar
A vida também pede passagem na Cidade de Deus
Foi lá que Rafaela viu no judô a chance de sonhar
A menina carente foi abraçada pelo Instituto Reação
E lá desabrochou uma mulher corajosa, destemida
Londres-2012 teve punição, polêmica, preconceito
Adversidade que uma legítima Silva sabe enfrentar

Superação que vale a pena ser dela o primeiro ouro
Impressionante como Rafaela representa o Brasil
Lição de não desistir que só o esporte pode trazer
Valentia pro bem como nosso país tanto precisa
A Força Divina do seu olhar é pra não esquecer

domingo, 7 de agosto de 2016

Primeiro Dia, Primeira Medalha

Depois de dormir muito satisfeito com a cerimônia de abertura, hoje foi o primeiro dia oficial de competições da Rio-2016. Simultaneidade de competições, multiplicidade de emoções, difícil é arrumar um tempinho para escrever. O Brasil vai dormir já com a primeira medalha no peito. Simbólico como a medalha inaugural em casa remete a primeira medalha olímpica do Brasil. Quase um século depois da conquista da Antuérpia, veio novamente do tiro o orgulho nacional. Por muito pouco, Felipe Wu não consegue repetir o ouro de Guilherme Paraense. Numa prova de recuperação, nosso representante, que só conseguiu a vaga na final na última rodada, foi certeiro em busca de uma inacreditável prata. Parabéns Felipe Wu por hoje passar de promessa para a realidade. Que o preciso atirador seja apenas o primeiro dos muitos novos heróis olímpicos que vamos conhecer na Rio-2016. Hoje ainda não foi o dia da primeira medalha feminina, mas nossas meninas estão fazendo bonito. O handebol feminino abriu os trabalhos logo pela manhã com uma convincente vitória contra a Noruega, simplesmente as melhores do mundo, e o futebol feminino entregou um delicioso boa noite com uma goleada contra a Suécia. Cautela porque é apenas a primeira fase, mas hoje a festa é verde-amarela.