segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Bem-Vindo 2016
Aproveitando o início do ano olímpico, o blog vem remodelado após ficar um tempo meio parado. Para voltar ao objetivo inicial de dar um toque mais literário às narrativas esportivas, começarei em breve a publicar uma série de poemas em homenagem a todos os medalhistas de ouro do Brasil nas Olimpíadas. É o começo da jornada para o Rio-2016. Venham todos!
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Sem Diminutivos
As primeiras cestas da história francana
Passaram pelas mãos de Chico Cachoeira
O Bola ao Cesto foi crescendo na cidade
Até virar basquete nas quadras do IETC
De lá para o Clube dos Bagres foi um pulo
Três irmãos encantaram o mestre Pedroca
Talento puro de Hélio, Totô e Fransérgio
Talento puro de Hélio, Totô e Fransérgio
Filhos do brilhante precursor Cachoeira
A magia da família Garcia não tem limites
E surge em Helinho a terceira geração
O menino que brincava nos intervalos
Mostrou que estava pronto para ser grande
Da precisão quase perfeita no lance livre
À garra, empenho e liderança de campeão
Quando seus sonhos não cabiam em Franca
Helinho foi buscar novos ares no Rio, Minas
Mas o genuíno francano voltou para seu Lar
Num momento delicado na Capital do Basquete
Helinho ajudou a não deixar a chama apagar
Tinha que ser no Pedrocão sua última cesta
Um ídolo se despede, mas nunca vai embora
Se hoje te chamo de Helinho é por carinho
Pois sua história não comporta diminutivosterça-feira, 5 de maio de 2015
Parabéns Franca, parabéns Guerreiros
Não dá para dizer que o
Franca Basquete saiu derrotado de hoje. A tradição de raça e superação do basquete
francano foi honrada a cada segundo em quadra neste playoff contra Bauru. A
vitória não veio porque era esportivamente improvável e até injusta por tudo
que o adversário fez na temporada – o grupo de Guerrinha é disparado não só a
melhor equipe do Brasil, como a melhor da América. A conquista
bauruense vir só no último minuto do quinto jogo de uma série que tinha tudo
para ser 3 a 0 é um feito que só a Capital do Basquete poderia proporcionar.
Para uma equipe que passou o campeonato inteiro sem patrocínio, chegar ao final
da competição já era um grande feito.. Terminar em quinto lugar e com direito a
vaga na próxima Liga Sul-Americana é uma justa recompensa a toda a equipe.
Apesar de toda incerteza financeira e da possibilidade real de fechar as
portas, Lula e todos os seus comandados não pularam fora do barco e, mais do
que isso, mostraram ética, compromisso e respeito à história francana. Em
nenhum momento fizeram corpo mole, muito pelo contrário. Entenderam que o
momento era delicado e que a melhor forma de pedir apoio era fazer bonito em
quadra. Nesse sentido, parabenizo especialmente o Mata. Com certeza, o jogador
da seleção argentina teria espaço em qualquer equipe do Brasil e da Argentina e
em muitas da Europa. Mas decidiu honrar o seu compromisso com o Franca Basquete
até o último momento e se tornou uma liderança dentro e fora de quadra e
espelho para que Léo Meindl e Lucas evoluíssem ainda mais. É uma temporada para
o torcedor francano sair com a cabeça erguida e com orgulho desse grupo que não
deixou que uma história de mais de 50 anos simplesmente chegasse ao fim. A
temporada 2014/2015 tem um ponto final, mas o Franca Basquete felizmente não.
Abrem-se agora três pontos, reticência de esperança para que a questão do
patrocínio seja brevemente resolvida e que a temporada 2015/2016 seja
planejada com toda antecedência. Se Franca não tiver respaldo financeiro
imediato, o desmanche dessa equipe de Guerreiros será inevitável. Se Franca fez
bonito em quadra, agora é a vez da diretoria fazer sua parte do lado de fora para
que Lula, Mata, Figueroa, Meindl, Lucão, Coimbra, Antonio não só fiquem, como
recebam dois reforços de ponta (esse grupo não precisa mais do que isso) para Franca voltar a ter chance real de títulos.
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