O Paulistano bem que tentou, cheguei até a
acreditar que um mini “Maracanazo” poderia acontecer, mas, no final, deu a
lógica e o Flamengo levantou mais uma taça, a segunda seguida no NBB – em seis
edições, metade ficou com o time carioca, metade com o Brasília. Depois da
derrocada do Brasília, o Flamengo passou a reinar soberano, ainda mais com os
reforços para este ano. Agregando qualidade ao grupo forte que já existia, as contratações estrangeiras do argentino Laprovitola e
do norte-americano Meyinsse transformaram os rubro-negros não apenas nos
melhores do país, mas também do continente – antes da final do NBB, o Flamengo
já fez a festa com a conquista da Liga das Américas. O time carioca é completo
não apenas pelos cinco titulares, mas pelo conjunto como todo. O adversário
neutraliza os alas cestinhas Marquinhos e Marcelinho, sobra o Laprovittola, com
a qualidade e garra argentina. Marca forte fora do garrafão, Olivinha e
Meyinsse chamam a responsabilidade. Quando tudo parece estar sob controle, vem
o Felício com um arremesso surpresa de três. Sem falar do retorno do Benite e
da segurança que Gegê e Shilton passam quando entram em quadra. Tudo sob a
supervisão do competente José Neto. Enfim, todos tentaram, mas ninguém
conseguiu: 2013/2014 é do Flamengo, que vai comemorar este ano inesquecível
jogando contra equipes da NBA. Realmente o time carioca está um nível acima de
todo o restante do país. Bauru está tentando se equiparar e que outras equipes
possam chegar junto (vamos lá Franca), porque quanto mais times com chance de vencer, mas
emocionante fica a coisa.
sábado, 31 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Continuidade
Bem que eu gostaria que Franca fosse a
surpresa da semifinal do NBB, mas essa honra ficou com o Mogi que eliminou o
favorito Limeira, mesmo jogando fora de casa. Por um instante, Franca chegou a
passar a sensação que protagonizaria nova virada histórica, desta vez contra o
Paulistano – mas duas vezes no mesmo campeonato seria demais. Coube a Franca
novamente ficar no quase, deixando aquele gostinho de que dava para ir mais longe,
mas, ao mesmo tempo, a sensação de dever cumprido, afinal não faltou raça ou empenho. Num
momento de eliminação é preciso ter calma na avaliação. É bom voltar à origem
deste projeto de reformulação do Franca Basquete, que iniciou há duas temporadas
atrás. Na minha primeira análise, dei todo o meu voto de confiança, mas afirmei
que era preciso ter calma, pois os primeiros grandes resultados viriam em três,
quatro temporadas. Ou seja, a derrota de hoje era, de certa forma, já esperada.
É lógico que alguns ajustes para a próxima temporada são necessários, mas acho
que a palavra de ordem da nova presidência do Franca Basquete tem que ser “continuidade”.
Continuidade de Lula e sua comissão técnica, continuidade da base dos
jogadores, continuidade do espírito de raça e superação. Continuidade até do
meu discurso: acho que ainda falta a estrela do time, o cara que vai ser a
referência no ataque – sem esquecer, é claro, da parte defensiva. Acho que a
diretoria tem que se esforçar ao máximo para manter a base: Socas, Léo, Lucas e
Paulão (este, com certeza, o maior acerto desta temporada) só podem sair se
forem desbravar o cenário internacional. Caso contrário, o Pedrocão tem que
continuar sendo o lar de lapidação e amadurecimento do talento dessa garotada. Não
gosto de perder, mas a forma como Franca vendeu caro a sua eliminação mostra
que o projeto está no rumo certo. É preciso reconhecer também que o Paulistano
iniciou esse projeto sólido liderado pelo técnico Gustavo Conti antes da reformulação francana. Assim, era até merecido que eles chegassem lá antes. Agora para 2014/2015 não tem conversa: a
vaga de sensação do campeonato tem que ser da Capital do Basquete. Continuidade do sonho que Franca volte a ser o que nunca deveria ter deixado de ser.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
De Virada
Quando o último quarto da partida decisiva entre Uberlândia e Franca
começou, devo confessar que já estava pensando no texto de balanço da temporada
2013/2014 da equipe francana. Sorte que eu não escrevi nenhuma linha, pois teria sido trabalho perdido. Em dez minutos, Lula e seus meninos
protagonizaram aquelas viradas que poucas vezes acontecem, mas que transbordam
a emoção que só uma partida acirrada de basquete pode proporcionar. De repente
não parecia que Uberlândia era o atual vice-campeão do NBB e que era quem
jogava em casa. Não parecia que era do time mineiro os jogadores mais
experientes como Helinho, Valtinho e Robert Day. A cada lance, Franca seguia
sua tentativa de recuperação. Parece que o padrão de jogo que faltou durante
toda a temporada de classificação ficou reservado para esses dez minutos de
partida. A defesa incansável, que foi o grande segredo de Lula e seus meninos
na temporada passada, retornou. No ataque, a consciência de que uma diferença
de dois dígitos leva tempo para ser retirada. Por isso nenhuma bola pode ser
desperdiçada. Franca foi buscar no jogo coletivo a virada. Tanto que essa
vitória não tem um único responsável. O gigante Paulão continuou sendo a
certeza no garrafão, Léo, Jhonatan e Basden fizeram o que se espera de um ala,
Antonio foi a surpresa que veio do banco e foi fundamental para que Uberlândia
não abrisse uma vantagem “irrecuperável”. Sem dúvida uma vitória que enche de
orgulho o torcedor francano, mas o campeonato segue e tudo o que aconteceu hoje
já é passado. O presente se chama Paulistano, que novamente tem a vantagem no
mando de quadra. Por isso é começar guerreiro desde o início e buscar pelo
menos uma vitória nas duas primeiras partidas em São Paulo.
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