quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dia Feliz

Hoje é um dia muito especial para a torcida brasileira. Data histórica em que demos um importante passo em busca de um título mundial no próximo final de semana. Não, não estou tirando sarro do Atlético Mineiro. Respeito a dor do Galo, mas o dia realmente é de felicidade, orgulho nacional. Depois de vir crescendo a cada competição internacional, nossas meninas no Handebol chegaram a semifinal do Campeonato Mundial. Quase no anonimato (pelo menos por aqui, já que muitas jogam e são bem respeitadas na Europa), nossas guerreiras estão fazendo bonito lá na Sérvia e já estão, no mínimo, na disputa do bronze. Resultado de muita raça, superação, determinação e todos os adjetivos de eficiência que esse grupo merece. Depois de perder o segundo tempo inteiro, nossas meninas conseguiram empatar no finalzinho e precisaram de duas prorrogações para a consagração em cima da Hungria. O próximo desafio é contra a Dinamarca, nova pedreira, mas elas podem e merecem subir mais esse degrau. Para elas, só elogios, mas é hora de falar de um fiasco. Não, não vou falar do Ronaldinho Gaúcho e Cia. Tenho que mostrar minha indignação com a mídia esportiva. Num país que pretende ser olímpico daqui a dois anos é vergonhoso a cobertura jornalística da façanha do nosso Handebol Feminino. Transmissão apenas pelo “Esporte Interativo”. Para achar alguma reportagem consistente tem que buscar muito na internet. Mas não tem problema. Mesmo sem reconhecimento, nossas meninas chegaram lá. Que para a semifinal na próxima sexta–feira seja um pouco mais fácil acompanhar as nossas heroínas. Independentemente do resultado final, hoje é um dia muito feliz para o esporte amador do Brasil. Poderia ser também no tão badalado futebol, mas aí é outra história....

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Cavalo de Tróia

O sorteio da Copa pode dar a impressão que Deus é realmente brasileiro. Afinal, Croácia, Camarões e México não trazem grandes sobressaltos. Não dá nem para comparar com o grupo da morte em que os campeões mundiais Itália, Uruguai e Inglaterra duelarão por duas vagas. Mas as teorias conspiracionistas que era tudo “carta marcada” para facilitar o caminho do Brasil até a final no Maracanã morrem logo na primeira fase. A partir das oitavas o Brasil tem, sem dúvida, a pior projeção possível. Logo no primeiro jogo mata-mata, Espanha ou Holanda. Passando, o próximo desafio será provavelmente o segundo do grupo da morte. Correndo tudo bem, a peleia na semifinal seria contra Alemanha ou França. Para colocar a mão no hexa, o último adversário sairia entre o primeiro do grupo B (Espanha ou Holanda), a Argentina ou o campeão do grupo da morte. Ou seja, o Brasil pode enfrentar quatro campeões mundiais para ser campeão. Agora é hora de recorrer ao velho clichê esportivo: “time que quer ser campeão não pode escolher adversário”. Não quero ser pessimista, mas acho que esse sorteio plantou um belo cavalo de Tróia no projeto Hexa. Não nos iludamos com a primeira fase. Todo cuidado é pouco!

sábado, 30 de novembro de 2013

Volta Por Cima

Não adianta. Brasília é um time marrento que nunca vai ser simpático para as torcidas adversárias. Essa história de que o Brasília era o Brasil na final da Liga Sul-Americana é retórica. Para mim Brasília sempre será uma extensão do time de Ribeirão Preto, motivo mais do que suficiente para eu manter distância. Agora, uma coisa eu tenho que admitir: a equipe dá um show em termos de planejamento. Depois de ter feito sua pior participação no NBB (Brasília terminou num surpreendente 5º lugar), o time se encaminhava para um impasse: como conviver com o natural envelhecimento do trio Nezinho, Alex e Giovannoni (assim como os Três Mosqueteiros tem o quarto elemento que é o Arthur) e ainda assim se manter no topo? A escolha da diretoria foi internacionalizar a equipe – a característica de trabalhar apenas com atletas tupiniquins vinha desde os tempos de Ribeirão. Só que aí foi a grande sacada. Brasília foi as compras não como quem vai ao McDonald´s e vai pedindo apenas pelo número. Buscou o que havia de melhor no mercado. A começar pelo brilhante técnico argentino Sérgio Hernandez, que trouxe junto o seu homem de confiança, o uruguaio Osimani (20 pontos e inacreditáveis 13 assistências na final). Para fechar o grupo e resolver o seu eterno problema de ter um pivô daqueles, Brasília trouxe o americano Goree, grande destaque da final com 24 pontos e 8 rebotes. Com essa reformulação perfeita, Brasília não só voltou a ser uma das referências nacionais, mas também retornou ao topo sul-americano. É hora de deixar a rivalidade de lado e dar parabéns pela conquista.