terça-feira, 19 de novembro de 2013

Eu Acredito

Ainda não foi desta vez que a torcida francana sentiu o gostinho de voltar a torcer pela equipe numa grande final, mas, de certa forma, está tudo certo. O favoritismo era total de Bauru - o grupo do Guerrinha está mais forte do que nunca e só perde mesmo para Brasília e Flamengo, que seguem numa outra esfera conforme demonstrado no texto anterior “Ranking Basketeria”. Depois de uma primeira fase totalmente irregular, o Franca Basquete surpreendeu ao eliminar o São José nas quartas-de-final e foi guerreiro ao brigar até o último minuto da quinta partida de igual para igual com Bauru. Da mesma forma que, por um lado, dá uma satisfação ver o esforço deste grupo em quadra, por outro fica a sensação de que, com pequenos ajustes, dava para ir mais longe. Desde o início deste projeto de reformulação iniciado pelo Lula Ferreira e a nova diretoria do Franca Basquete eu sempre defendi que as coisas estavam no caminho certo, mas precisava de paciência. Continuo acreditando que o sucesso está logo em frente, mas acho que as principais diretrizes deste projeto precisam ser retomadas. Numa análise criteriosa da participação no Paulista, dá para perceber que o Franca deu um passo para trás em relação ao último NBB. Na temporada passada, o Franca foi a sensação do campeonato por apostar nos jovens talentos e por apresentar uma defesa impecável. Neste Paulista, com a chegada de novos reforços, os “meninos de Franca” perderam importantes minutos em quadra e a defesa já não foi mais consistente. Acho que dá para recuperar, aliás muito já foi reconquistado na fase final do playoff. Hayes e Paulão encaixaram bem na equipe, mas ainda não entendo o retorno do Basden. Cauê e Léo (quando retornar) estão prontos para explodir. É hora de apostar no novo, confiar no que deu certo no ano passado e arriscar ainda mais. Ficar entre os quatro primeiros para decidir em casa no playoff do NBB6 é o primeiro grande objetivo. As duas derrotas logo de cara podem fazer falta no final, mas eu acredito. Vamos Franca.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ranking Basketeria


Na semana passada, o colunista Guilherme Tadeu do site Basketeria (http://basketeria.com.br/noticias/extra/colunistas/top-100-25894/)  numa corajosa análise elencou os 100 melhores jogadores do NBB 6 – só por ter dedicado um tempo para montar esse ranking o colega já tem o meu respeito e está imune a críticas, parabéns pela iniciativa. É lógico que se for verificar item por item da classificação, naturalmente surgirão discordâncias: Fulano deveria ter ficado três posições na frente, o Ciclano não deveria nem aparecer na lista, Beltrano de fora é sacanagem e por aí vai. De qualquer forma, o mais importante de um levantamento como esse é ver, no todo, o quão fiel está em relação à realidade do nosso basquete. Uma forma que eu encontrei de “testar” o ranking, foi fazer uma pontuação geral para chegar às melhores equipes da competição. Fui colocando a pontuação de cada atleta (Marquinhos = 1, Murilo = 2, Alex = 3, etc). Os atletas que não aparecem no ranking receberam a pontuação 110 e, ao final, totalizo a pontuação de cada equipe. Nesse caso, quanto menos pontos, mais forte é o elenco. Fazendo o ranking apenas pelos cinco jogadores principais, Brasília lidera (48 pontos), seguido de Flamengo (60), Bauru (121), São José (148), Franca (152), Pinheiros (173), Uberlândia (183), Paulistano (228), B. Cearense (229) e Limeira (248). Considerando o grupo como um todo – contabilizei oito jogadores de cada time (foi o máximo de atletas por equipe que apareceram no ranking do Basketeria e normalmente esse é o número de jogadores mais efetivos de cada grupo). Nessa análise, Franca (355) rouba o quarto lugar de São José (420) e o Paulistano (481) também inverte com Uberlândia (492). No mais, o ranking se mantém o mesmo. Desta forma, a disputa na ponta da tabela do NBB 6 fica entre Brasília e Flamengo (sem novidades), Bauru entra como a terceira força, e aí um grupo bem embolado com São José, Franca, Pinheiros, Uberlândia e Paulistano. Um pouquinho atrás, Basquete Cearense e Limeira. Com certeza esse ranking de forças se não for perfeito está bem próximo disso. Ou seja, o ranking do Basketeria é confiável e muito importante para ajudar nos palpites de início de temporada. Novamente parabéns ao Guilherme Tadeu pela cesta certeira.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Falta Scola no Brasil

Não existe um erro ortográfico no título. Que é fato que faltam escolas no Brasil é inegável, mas não tenho profundidade para falar do tema educação. O assunto hoje é a improdutiva polêmica que o ex-jogador Oscar tenta levantar contra os atletas da NBA Nenê e Leandrinho. É uma polêmica desnecessária e irrelevante. É certo que Nenê não se tornou para o Brasil a referência que Luis Scola se tornou para os nossos vizinhos. O pivô argentino parece que se transforma em dois com a camisa da seleção e, infelizmente, nós já sentimos isto na pele várias vezes. Mas não acredito que Nenê optou em não ser o nosso Scola. Tem vários fatores que levam a este resultado e, a maioria deles, não é uma opção de Nenê e simplesmente uma consequência natural. Nenê tem o estilo mais quieto em quadra e fora dela. No mais, algumas vezes pode até ter optado em não jogar pelo Brasil, mas na grande parte das vezes que esteve ausente foi uma decisão involuntária, decorrente de contusões e até de um câncer (muitas pessoas não sabem ou se esqueceram, mas a carreira do nosso pivozão poderia ter sido interrompida há anos). De todos os nossos atletas NBA o que mais tem o perfil para ser o nosso Scola é, do meu ponto de vista, o Varejão, mas também contusões e intempéries desafiam nosso ídolo. Como eu já disse no texto anterior (“Fim da Linha”) esta questão das ausências tem que ser friamente analisadas. Algumas são justificáveis, outras não. Agora se os nossos NBA não se tornaram um Scola, o Oscar, que agora critica, também não foi. Sempre jogou na seleção é verdade, mas muitas vezes muito mais por um foco pessoal do que pensando na equipe ou até no país. Ao falar que Nenê e Leandrinho não lideram a seleção, talvez ele esqueça que a sua liderança também não foi tão benéfica assim. Tudo bem, tem o título do Pan de 87, que Oscar não ganhou sozinho, mas depois foi uma sequência de anos em que o jogo coletivo e de contra-ataque foi se perdendo. A “cadeira cativa” do Oscar custou uma renovação na seleção e com certeza isto foi um dos principais fatores que tiraram o Brasil de três Olímpiadas. Reitero que não é hora de criticar. O passado já se foi e o presente não se muda do dia para noite. Se quisermos ter um Scola amanhã, temos que mudar o nosso comportamento hoje. Respeito a todos os atletas é um ótimo início.