O ano pós-Olimpíadas é naturalmente parado.
Depois de quinze dias de multicompetições, em que os atletas dão o seu máximo
(e, de certa forma, eu também para conseguir acompanhar tudo), é legítimo que
eles tenham um período de descanso, hora de redefinir o planejamento e já olhar
para o novo ciclo olímpico que se inicia. Entendo que eles precisam e merecem
este tempo, mas confesso que esta época de calmaria me deixa meio macambúzio. Dá
uma melancolia rodar pelos canais de esporte e só ver partidas de futebol, mas
aos poucos a minha “abstinência olímpica” vai acabando. Já teve os Mundiais de
Atletismo e Esportes Aquáticos e agora esta semana promete: começou com a
inédita prata de Yane Marques no Mundial de Pentatlo e ainda tem o Mundial de
Judô aqui no Brasil, as finais do Grand Prix de Vôlei Feminino e o início da
Copa América de Basquete Masculino. Se o calendário deste ano é “folgado”, alguém
pode se questionar se precisava ter tantas competições importantes na mesma
semana? Com certeza. Afinal, uma derrota numa modalidade aqui é compensada com
uma vitória acolá. A lágrima pela medalha que não veio hoje se transforma em
alegria pela façanha inédita amanhã e assim por diante. Enfim, fica o convite
para acompanhar de perto esta semana, verdadeiro lampejo olímpico para quem
estava com saudades.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Cielo é o Cara
Cielo se
orgulha de nós
E sabe que
como brasileiro
Nada é fácil,
vem pronto
Tudo é duro, está
por fazer
Depois de não
sair com ouro
Em Londres-12,
nosso gigante
Passou por
cirurgia nos joelhos
O que poderia
ser o final
Foi o
recomeço, novas alegrias
Cielo é a
vitória da superação
Seu corpo foi
feito para nadar
Sua cabeça,
focada para ganhar
Cielo não se
alimenta do passado
Sua força está
no novo desafio
Com o olhar
humilde dos grandes
Inspira uma
nação órfã de líderes
Cielo respeita
todos adversários
Mas sabe que o
pior de todos
É o medo
interno que trava
Com esse,
Cielo é impiedoso
Cielo,
explosão física e mental
Na hora da
verdade, nem respira
Depois, com o
ouro no peito
A rocha se
derrete em lágrimas
Saiba que não
chora sozinho
À distância,
um país inteiro
Chora de
orgulho por Cielo
Genialmente
tri Mundial
segunda-feira, 29 de julho de 2013
O Campeão Voltou
Depois de sair das Olimpíadas de Londres sem
o tão esperado ouro, Cesar Cielo passou por cirurgia nos joelhos e, desde
então, não conquistou nenhum grande resultado. Chegou ao Mundial de Barcelona
sem os melhores tempos do ano e, o que antes era favoritismo absoluto, passou a
ser uma imensa dúvida. Cielo chegou à final dos 50m borboleta com o segundo
melhor tempo do ano, atrás do também brasileiro Nicholas Santos. Acompanhado de
franceses e americanos, os brasileiros apostavam que precisariam ser ainda mais
rápidos se quisessem sair com o ouro. Porém, não foi o tempo o grande desafio
da final. Se antes, cinco “velocípedes” nadaram abaixo dos 23 segundos, na
grande decisão não houve nenhum! Na pressão final, mais do que técnica, força e
velocidade, vale quem melhor domina a mente. E, neste ponto, Cielo continua
imbatível. O campeão voltou em grande estilo. Parabéns pela quinta medalha
dourada em Mundiais e a coleção ainda pode aumentar nesta semana. Quem também
colheu hoje os frutos de anos de dedicação foi Felipe Lima, que fez o melhor
tempo de sua vida (59s65) para sair das águas da Espanha com um merecido bronze
nos 100m peito. Depois do sucesso, principalmente de nossas meninas nas provas
da maratona aquática (Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha), nossos atletas “gigantes
pela própria natureza” seguem fazendo história em Barcelona. Bom demais!
Assinar:
Postagens (Atom)