segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Campeão Voltou

Depois de sair das Olimpíadas de Londres sem o tão esperado ouro, Cesar Cielo passou por cirurgia nos joelhos e, desde então, não conquistou nenhum grande resultado. Chegou ao Mundial de Barcelona sem os melhores tempos do ano e, o que antes era favoritismo absoluto, passou a ser uma imensa dúvida. Cielo chegou à final dos 50m borboleta com o segundo melhor tempo do ano, atrás do também brasileiro Nicholas Santos. Acompanhado de franceses e americanos, os brasileiros apostavam que precisariam ser ainda mais rápidos se quisessem sair com o ouro. Porém, não foi o tempo o grande desafio da final. Se antes, cinco “velocípedes” nadaram abaixo dos 23 segundos, na grande decisão não houve nenhum! Na pressão final, mais do que técnica, força e velocidade, vale quem melhor domina a mente. E, neste ponto, Cielo continua imbatível. O campeão voltou em grande estilo. Parabéns pela quinta medalha dourada em Mundiais e a coleção ainda pode aumentar nesta semana. Quem também colheu hoje os frutos de anos de dedicação foi Felipe Lima, que fez o melhor tempo de sua vida (59s65) para sair das águas da Espanha com um merecido bronze nos 100m peito. Depois do sucesso, principalmente de nossas meninas nas provas da maratona aquática (Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha), nossos atletas “gigantes pela própria natureza” seguem fazendo história em Barcelona. Bom demais!

domingo, 21 de julho de 2013

Mal Acostumados

Depois de tantas conquistas do nosso vôlei, o título passou a ser quase uma obrigação, mas as coisas não funcionam assim. Talvez o Brasil pudesse ter resistido um pouco mais, mas, justiça seja feita, a favorita para esta partida era a Rússia. Além de serem os atuais campeões olímpicos (dá até arrepio de lembrar aquela partida), eles estão mais entrosados e esbanjam altura, potência e frieza para as horas decisivas. A verdade é que estamos mal acostumados com o passado de conquistas de Bernardinho e seus pupilos, mas este vice é prova de que estamos no caminho certo. Ganhar ou perder faz parte do esporte, mas o mérito do vôlei brasileiro é provar que, geração após geração, continuamos entre os melhores. É a certeza que o novo ciclo olímpico nasce num projeto sólido e de muito futuro. É lógico que o título de hoje era importante, mas o que vale agora é adquirir experiência – e, vamos combinar, que nada melhor do que uma derrota doída para trazer valiosos ensinamentos. O importante agora e seguir em frente com muito trabalho para quem sabe, num palco olímpico e no Brasil, conseguir a tão esperada revanche contra os russos. Até lá vamos apoiar os nossos meninos, que ainda têm créditos de sobra!

domingo, 30 de junho de 2013

Cuidado Com Este Filme!

Analisando apenas a final de hoje não dá para falar uma vírgula do Brasil. Time aguerrido, entrosado, incansável, implacável e, faz parte dos times campeões, até com uma dose de sorte. O Brasil que sai das Copas das Confederações em nada se parece com aquele amontoado de dúvidas e incertezas do início da competição. Além de o Brasil voltar a ter uma espinha dorsal, Neymar jogou na seleção o que fez o Barcelona se encantar, sem falar que Fred foi a certeza de que temos novamente um legítimo camisa 9. Agora de um ponto de vista mais profundo esta vitória, ainda mais por goleada, preocupa. Ao longo da semana (veja o texto “Força Espanha!”), já havia expressado toda a minha temeridade em relação a uma eventual vitória verde-amarela contra a Espanha. A um ano da Copa, esta vitória pode dar uma falsa impressão de que voltamos a ser os melhores do mundo. Fomos bem, mas é só um torneio preparatório, que pode ser bem traiçoeiro. Basta ver o retrospecto: nunca uma seleção que ganhou a Copa das Confederações conseguiu levantar a taça no Mundial do ano seguinte. Espero que Felipão tenha consciência disto e consiga manter o seu grupo focado para o objetivo que realmente interessa: o hexa. Se dentro de campo, hoje foi dia de resgatar um pouco nosso prestígio, espero que as manifestações pacíficas continuem em busca de outras conquistas.