O Franca Basquete acaba de anunciar que
fechou o grupo para a temporada 2013/2014. Depois de uma temporada de encher os
olhos da torcida, o grupo francano manteve uma base com Figueroa, Cauê, Léo
Meindl, Lucas, Jhonatan e Socas. Para completar este elenco de qualidade, o
Franca trouxe quatro reforços: Paulão, Feliz e os americanos Hayes e Basden. De
todas as novidades, a que mais me empolga é o Paulão. Na temporada passada, em
Brasília, ele estava um pouco acima do peso, mas realmente acredito que pode
ser o “pivozão” que Franca não tinha – para mim, o Lucão tem que ser deslocado
para a função 4 e jogar lado a lado com o Paulão. Também gosto do Feliz. Ainda
não o vi muito em quadra, mas acredito que tem potencial e segue a filosofia
implantada no ano passado de Franca apostar em novos talentos. A contratação de
Hayes, bem criticada nas redes sociais, até que não discordo tanto. Não sei a
que preço ele veio, mas se veio por um salário “normal”, acredito que ele possa
ser importante no revezamento da equipe – afinal, repito que a titularidade do
garrafão tem que ficar com Lucão e Paulão. Agora, o retorno do Basden não entendi:
não é o arremessador decisivo que o time precisa, não é jovem e não deve ser
barato. Mas, enfim, agora que já foi contratado não adianta criticar. Vamos dar
um voto de confiança ao Lula, que desenvolveu um projeto magnífico na última
temporada. Confesso que agora estou um pouco apreensivo – só não fico
desesperado porque Cauê e Léo já mostraram que estão prontos para serem titulares.
Vou continuar torcendo e só espero que o torcedor francano não termine a
temporada tendo que resgatar o mestre Renato Russo: “quando nascemos fomos
programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos U.S.A.”
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Força Espanha
Fiquei muito feliz com a chegada do Brasil à
final da Copa das Confederações. Sinal de que Felipão e seus pupilos estão no
caminho certo: mostraram determinação e uma significativa evolução. Mas agora,
no tão esperado duelo contra Iniesta e Cia., vou torcer pela Espanha. E não me
chamem de “vira-casaca”. Os motivos desta escolha são genuinamente brasileiros.
Afinal, uma eventual conquista verde-amarela poderia abafar as vozes que ecoam
nas ruas de todo Brasil. Estas manifestações, pelos mais variados motivos,
precisam ser ouvidas, desde que de maneira organizada e pacífica. Outra coisa: se
o Brasil quer ter esperança de que pode ser campeão mundial no ano que vem,
este caminho não passa pelo troféu da Copa das Confederações. Vencer a Espanha a
um ano da Copa daria a falsa impressão de que o Brasil está pronto. Tudo que não
precisamos agora é de um time acomodado. Melhoramos, é verdade, mas muito ainda
tem que ser feito, dentro e fora dos gramados. Enfim, seja pelo lado social,
seja pelo lado esportivo, a derrota do Brasil no próximo domingo será nossa
maior vitória. Então, força Espanha!
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Genialmente LeBron
Existem atletas que desafiam a minha análise
crítica. Não me considero um sujeito indeciso, mas há craques que não me
permitem fechar um veredito: hora acho que eles são fenomenais, hora acho que
são “só” ótimos. Neste momento, os gênios do esporte que pulsam na minha cabeça
são Lebron James e Neymar. Vamos deixar o futebol de lado - Neymar merece um
texto a parte - e vamos nos concentrar no gigante LeBron. O nível do cara é
para pouquíssimos, mas tem dias que se tivesse que escolher um único jogador ficaria
com Kobe ou Durant, só para citar jogadores em atividade. Já tem outros dias em
que olho LeBron como o gênio da raça, alguém realmente capaz de ameaçar a
dinastia Jordan. Neste momento, depois de tudo que LeBron fez ontem estou tendendo
para esta segunda opção. A monstruosidade física de LeBron é inquestionável,
mas agora ele está agregando maturidade. Para se sagrar bicampeão da NBA,
LeBron foi vários: teve a agilidade e habilidade de um armador, a veemência
física de um pivô e a precisão e frieza que se espera de um ala. Foi transcendental
ver o cara em quadra. Realmente dá para comparar Lebron com Jordan? Não sei,
Jordan é impecável obra acabada, Lebron é poesia em construção. A dúvida
permanecerá por alguns anos, mas não importa, uma coisa eu tenho certeza: LeBron
já é LeBron, marca imortal de divina qualidade.
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