quinta-feira, 27 de junho de 2013

Força Espanha

Fiquei muito feliz com a chegada do Brasil à final da Copa das Confederações. Sinal de que Felipão e seus pupilos estão no caminho certo: mostraram determinação e uma significativa evolução. Mas agora, no tão esperado duelo contra Iniesta e Cia., vou torcer pela Espanha. E não me chamem de “vira-casaca”. Os motivos desta escolha são genuinamente brasileiros. Afinal, uma eventual conquista verde-amarela poderia abafar as vozes que ecoam nas ruas de todo Brasil. Estas manifestações, pelos mais variados motivos, precisam ser ouvidas, desde que de maneira organizada e pacífica. Outra coisa: se o Brasil quer ter esperança de que pode ser campeão mundial no ano que vem, este caminho não passa pelo troféu da Copa das Confederações. Vencer a Espanha a um ano da Copa daria a falsa impressão de que o Brasil está pronto. Tudo que não precisamos agora é de um time acomodado. Melhoramos, é verdade, mas muito ainda tem que ser feito, dentro e fora dos gramados. Enfim, seja pelo lado social, seja pelo lado esportivo, a derrota do Brasil no próximo domingo será nossa maior vitória. Então, força Espanha!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Genialmente LeBron

Existem atletas que desafiam a minha análise crítica. Não me considero um sujeito indeciso, mas há craques que não me permitem fechar um veredito: hora acho que eles são fenomenais, hora acho que são “só” ótimos. Neste momento, os gênios do esporte que pulsam na minha cabeça são Lebron James e Neymar. Vamos deixar o futebol de lado - Neymar merece um texto a parte - e vamos nos concentrar no gigante LeBron. O nível do cara é para pouquíssimos, mas tem dias que se tivesse que escolher um único jogador ficaria com Kobe ou Durant, só para citar jogadores em atividade. Já tem outros dias em que olho LeBron como o gênio da raça, alguém realmente capaz de ameaçar a dinastia Jordan. Neste momento, depois de tudo que LeBron fez ontem estou tendendo para esta segunda opção. A monstruosidade física de LeBron é inquestionável, mas agora ele está agregando maturidade. Para se sagrar bicampeão da NBA, LeBron foi vários: teve a agilidade e habilidade de um armador, a veemência física de um pivô e a precisão e frieza que se espera de um ala. Foi transcendental ver o cara em quadra. Realmente dá para comparar Lebron com Jordan? Não sei, Jordan é impecável obra acabada, Lebron é poesia em construção. A dúvida permanecerá por alguns anos, mas não importa, uma coisa eu tenho certeza: LeBron já é LeBron, marca imortal de divina qualidade.

sábado, 15 de junho de 2013

Tri Legal

No futebol, o número mais charmoso sempre foi o 10. Não que Neymar tenha jogado mal, mas quem roubou a cena na estréia do Brasil na Copa das Confederações foi o 3. Acompanhe: um gol aos três minutos do primeiro tempo; segundo gol aos três minutos do segundo tempo e o último gol aos três minutos de acréscimo. Placar final: 3 x 0 e os três primeiros pontos na competição. Tudo bem que dos três adversários da primeira fase, o Japão é, em teoria, o mais fraco, mas com certeza foi uma vitória para dar confiança ao Brasil. Sem euforia, afinal ainda faltam três jogos até a final. Para encerrar, mais três apontamentos: não sei como está a estrutura de perto, mas pela TV o Mané Garrincha ficou com cara de Copa; o Brasil ainda não encanta, mas o time titular para a Copa está praticamente definido; o jogo foi em Brasília, mas se fosse em Porto Alegre o coro ao final da partida seria Brasil “tri-legal”.