domingo, 16 de dezembro de 2012

O Mundo Vai Acabar


Eu não estava levando nada a sério esta história que o Mundo vai acabar neste ano, mas agora estou muito preocupado. Afinal, justo no primeiro dia da tal “semana fatal”, o Corinthians ser campeão mundial da maneira “tradicional” – jogando fora do país contra um adversário europeu na final – só pode ser sinal do fim dos tempos. E mais apocalíptico que o título mundial em si é reconhecer que o Timão passa a ser uma referência para todos os outros clubes brasileiros. Depois da queda para Série B no final de 2007, o clube só dá alegria para a fiel torcida, conquistando todos os títulos possíveis (desculpe-me os são-paulinos, mas Sul-americana não conta): Paulista (2009), Copa do Brasil (2009), Campeonato Brasileiro (2011), Libertadores (2012) e agora o Mundial. A profissionalização corintiana veio garantida por ninguém menos que Ronaldo, sem dúvida um projeto fenomenal de marketing e gestão. Em 2011, a eliminação para o Tolima na Pré-Libertadores foi um susto, mas o Corinthians apostou no projeto a longo prazo e manteve Tite no comando técnico. Com certeza, o título mundial de hoje começou neste momento. Confiante, Tite foi dando a sua cara ao time. Com um futebol simples, mas eficiente, o Corinthians se tornou uma equipe difícil de ser batida e hoje não foi diferente. Impulsionado pela “invasão da Fiel no Japão”, o Timão respeitou o Chelsea, mas, em nenhum momento se intimidou ou mudou a sua forma de jogar. O paredão Cássio foi confiança na defesa, o meio de campo liderado por Paulinho foi mais incansável do que nunca e o ataque foi nas trombadas e raça até o gol “Guerrero”. O bom de o mundo acabar nesta semana é que só vamos ter que engolir a festa do “Bando de Loucos” por uns dias...

sábado, 24 de novembro de 2012

A Longo Prazo


É lógico que perder no Pedrocão nunca é legal, mas ainda é muito cedo para fazer uma projeção de até onde o Franca Basquete pode chegar neste NBB 5. Pode parecer contraditório, mas a derrota de hoje mostra que a Capital do Basquete está no caminho certo. Explico: a vitória do Brasília, atual tricampeão e um dos grandes favoritos da temporada, mais de 10 anos após a conquista do primeiro título paulista de Alex, Nezinho e Cia. é a prova de sucesso de um projeto a longo prazo. E é justamente esta fórmula que o técnico Lula, mentor dos garotos de Ribeirão (agora Brasília), está repetindo em Franca. Só não tenho certeza que Franca será nas próximas temporadas tão hegemônico como Ribeirão/Brasília por dois motivos: o primeiro é que, no início dos anos 2000, Ribeirão Preto não tinha nenhuma tradição no basquete e a “garotada de Lula” teve tempo para amadurecer sem a pressão por resultados. Na Capital do Basquete não sei se haverá esta paciência à espera das grandes conquistas – nesta parte, o planejamento da diretoria e o apoio da torcida são fundamentais. A outra diferença é que o cenário do basquete nacional hoje é bem diferente de uma década atrás. Agora, o mercado da NBA, da Europa e mesmo o interno estão bem mais abertos e é difícil saber até quando Franca vai conseguir segurar, por exemplo, o pivô Lucas, cestinha da partida de hoje com 23 pontos, além de 7 rebotes. Para a derrota de hoje se transformar em vitória amanhã é imprescindível a manutenção de uma base. Para mim este é o grande adversário que o Franca precisa superar para voltar ao trilho dos títulos. Aliás, falando em projeto a longo prazo, hoje eu comecei a mostrar o basquete francano para a minha filha Maria Clara. É claro que com um mês de vida, minha menina dormiu o jogo inteiro, mas para colher amanhã é preciso plantar agora. Então fica combinado: eu continuo aqui a minha missão de angariar mais uma torcedora, a torcida francana pega leve na pressão, a equipe continua vibrante e em evolução e a diretoria dá um jeito de fazer com que esses garotos de hoje, que inevitavelmente se tornarão campeões amanhã, o façam com a camisa do Franca.

domingo, 11 de novembro de 2012

Flu Campeão, Verdão...

Um jogo digno para consagrar a campanha impecável do Fluminense. Ao abrir 2 a 0, parecia que o último passo do tricolor carioca em busca do título seria ultra fácil, mas não foi bem assim. Desesperado em seu calvário particular, o Palmeiras uniu suas últimas forças e foi em busca do empate em 2 a 2. O Verdão ainda teve algumas chances de virar a partida, mas o Flu mostrou competência de campeão. Fred, sempre ele, foi buscar, nos últimos minutos, o gol do título. O roteiro do duelo de hoje se inspirou no melhor estilo das epopéias gregas, em que toda grande façanha heróica vem acompanhada de estrondosa tragédia. A lágrima de alegria da torcida do Flu contrasta com o choro sofrido da família alviverde da qual eu me incluo. Parabéns ao Flu pelo Tetra. Quanto ao Palmeiras, hora de recomeço. Que a Série B (pela segunda vez) seja a lição definitiva para o Verdão aprender que as vitórias em campo nascem de estruturas sólidas de planejamento e gestão.